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Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado a pedido da defesa

07 Ago 2026 / 15h17
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Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado a pedido da defesa
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal, previsto para esta sexta-feira (7), foi adiado após pedido da defesa. De acordo com o advogado do senador, Pablo Domingues, problemas técnicos teriam impedido o acesso integral ao conteúdo da investigação.

O parlamentar, portanto, só prestará esclarecimentos após conhecer os elementos reunidos no inquérito.

A investigação, conduzida no âmbito da Operação Compliance Zero, apura a relação do senador com o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como um dos elos entre Wagner e o caso Banco Master.

A PF apura também suspeitas de vantagens indevidas e possíveis vínculos entre pessoas do entorno do senador e empresas relacionadas ao caso.

“O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês”, informou o advogado de defesa do senador.

A defesa sustenta que Jaques Wagner pretende depor, mas apenas após ter acesso ao que efetivamente está sendo investigado.

Intimado pela PF em 21 de julho, o parlamentar nega irregularidades. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele também foi alvo de buscas e de medida de restrição de atividades econômicas.

Mendonça autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro

23 Jul 2026 / 16h00
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Mendonça autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro
Foto - Carlos Moura / SCO / STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito para apurar repasses de recursos, pelo empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da própria PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Em maio deste ano, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações da cinebiografia sobre o ex-presidente. De acordo com a publicação, o ex-banqueiro chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025.

Após o site divulgar áudios da conversa de Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro, garantindo que os recursos repassados ao filme eram integralmente privados.

O caso chegou ao Supremo após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a abertura de investigação, que também teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Até a publicação desta notícia, a reportagem não havia conseguido contato com a produtora audiovisual Up Entertainment, responsável pela obra.

PF intima senador Jaques Wagner para depor no âmbito de investigação sobre Banco Master

21 Jul 2026 / 10h13
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PF intima senador Jaques Wagner para depor no âmbito de investigação sobre Banco Master
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, no âmbito de uma investigação que apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas relacionadas ao Banco Master. A apuração tramita sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o andamento da investigação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o parlamentar e determinou medidas de restrição relacionadas às suas atividades econômicas, conforme decisão judicial.

De acordo com a investigação, os policiais apuram uma possível ligação entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas vinculadas ao Banco Master. Segundo a PF, há indícios que apontariam para um suposto repasse de benefícios econômicos ao parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas societárias associadas à instituição financeira.

Os investigadores também sustentam que Jaques Wagner teria mantido contato frequente com Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master e responsável por operações financeiras que estariam sob análise. Conforme os autos da investigação, ele teria intermediado o envio de benefícios ao senador.

Entre os fatos apurados está a suspeita de que um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões, localizado em Salvador, tenha sido pago como vantagem indevida. A Polícia Federal cita uma conversa interceptada em que o senador teria encaminhado ao investigado o contato do gerente da construtora, informando a unidade e o valor do imóvel.

As suspeitas seguem sob investigação e ainda serão objeto de apuração durante a fase de instrução do processo. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso, prevalecendo o princípio constitucional da presunção de inocência.

Após ter sido alvo da operação da Polícia Federal, Jaques Wagner deixou a função de líder do Governo no Senado Federal.

Teresa Leitão é a nova líder do governo no Senado

25 Jun 2026 / 15h00
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Teresa Leitão é a nova líder do governo no Senado
Foto. - Divulgação / Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado

25 Jun 2026 / 07h56
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Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24), em suas redes sociais, que deixará a liderança do governo no Senado. Na nota, Wagner informa que a decisão foi tomada, em comum acordo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu hoje no Palácio da Alvorada. 

"Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil", diz o comunicado.

No dia 18 de junho, a Polícia Federal realizou ação de busca e apreensão nas residências do senador em Brasília e Salvador. Os agentes acusam Jaques Wagner de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Em entrevista à Band News no mesmo dia, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

Apuração da PF acusa Jaques Wagner de receber vantagens; senador nega

19 Jun 2026 / 09h32
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Apuração da PF acusa Jaques Wagner de receber vantagens; senador nega
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

 Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço”.

Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”.

Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor responsável pela venda da unidade.

Polícia Federal apreende cerca de US$ 49 mil em endereço ligado ao senador Jaques Wagner durante operação que investiga Banco Master

18 Jun 2026 / 13h00
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Polícia Federal apreende cerca de US$ 49 mil em endereço ligado ao senador Jaques Wagner durante operação que investiga Banco Master
Foto - Divulgação

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (18), uma operação de busca e apreensão envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master.

Durante as diligências, os agentes localizaram aproximadamente US$ 49 mil, equivalente a cerca de R$ 248,1 mil, em um quarto de hotel em Brasília utilizado pelo parlamentar durante suas estadias na capital federal. O valor foi apreendido e deverá ser objeto de esclarecimentos no decorrer da investigação, incluindo a apuração sobre a origem dos recursos.

Além do local em Brasília, a Polícia Federal também cumpriu mandados em um imóvel ligado ao senador em Salvador. Conforme as investigações, há apuração sobre uma suposta ligação entre familiares do parlamentar e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, incluindo a transferência de um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões.

A expectativa é que Jaques Wagner se manifeste publicamente para apresentar esclarecimentos sobre os fatos investigados. O caso também deve ser acompanhado pelo Palácio do Planalto, incluindo discussões sobre a permanência do senador na função de liderança do governo no Senado.

Senador Jaques Wagner é alvo de busca da PF em nova fase da Operação Compliance Zero sobre esquema do Banco Master

18 Jun 2026 / 07h46
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Senador Jaques Wagner é alvo de busca da PF em nova fase da Operação Compliance Zero sobre esquema do Banco Master
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis violações no sistema financeiro nacional. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Entre os alvos da operação está a residência do senador Jaques Wagner (PT), em Salvador. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Além das buscas, os investigadores também executaram medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo a suspensão de passaportes e restrições de contato entre pessoas investigadas.

Segundo as informações da investigação, esta etapa da Operação Compliance Zero busca esclarecer a eventual participação de um agente público no esquema investigado. A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre os fatos apurados, em razão do sigilo que envolve parte do processo.

As medidas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável por conduzir os procedimentos relacionados a autoridades com foro privilegiado. Até o momento, não foram divulgadas manifestações oficiais do senador Jaques Wagner sobre a ação realizada em sua residência.

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

16 Jun 2026 / 07h57
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PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro
Foto - Divulgação / Secretaria da Administração Penitenciária SP

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

Polícia Federal recusa proposta de delação premiada de Vorcaro

21 Mai 2026 / 17h10
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Polícia Federal recusa proposta de delação premiada de Vorcaro
Foto - Divulgação / Banco Master

A Polícia Federal (PF) decidiu não endossar a proposta de acordo de colaboração premiada que vinha discutindo com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e com seus advogados.

Os agentes federais responsáveis julgaram inconsistentes as informações fornecidas por Vorcaro, confrontando-as com as provas e indícios reunidos desde 2024, quando a PF começou a apurar, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a emissão de títulos de créditos financeiros sem a devida cobertura.

Segundo fontes da corporação, a decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura denúncias de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional, mas não inviabiliza tratativas futuras, caso o banqueiro apresente informações relevantes.

Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue avaliando a proposta de delação premiada apresentada pelo dono do conglomerado Master, instituição financeira que o Banco Central liquidou extrajudicialmente em novembro de 2025.

Preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro do ano passado, Vorcaro, de 42 anos, passou dez dias detido até ser libertado por força de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Ele voltou a ser detido em 4 de março deste ano, quando a PF deflagrou a terceira fase da operação. Em 19 de março, como parte das tratativas para o fechamento de um acordo, Vorcaro passou a ocupar uma sala especial da Superintendência da PF em Brasília. Esta semana, com a deterioração das negociações, ele foi transferido para uma cela da superintendência, de onde pode voltar para a Penitenciária Federal, onde estará sujeito a regras muito mais rígidas.

Flávio confirma encontro com Vorcaro após banqueiro ter sido preso

20 Mai 2026 / 11h11
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Flávio confirma encontro com Vorcaro após banqueiro ter sido preso
Foto - Pedro França / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro depois que o dono do Banco Master foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Segundo o senador, o encontro após Vorcaro ter passado dez dias detido por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), serviu para encerrar a participação do banqueiro na produção do filme que retrata a história do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Na última semana, reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio que o senador enviou a Vorcaro, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

Até o portal The Intercept Brasil tornar público que Vorcaro teria injetado dinheiro na produção, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro. Com o vazamento de seus áudios, passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas do que pode ser a maior fraude já cometida contra o Sistema Financeiro Nacional no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.

“Fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, declarou Flávio a jornalistas nesta terça-feira. “E para dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação [as suspeitas contra o Master] era grave, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo.”

Empresa de consultoria de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões de Banco Master, aponta relatório do Coaf

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Empresa de consultoria de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões de Banco Master, aponta relatório do Coaf
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Banco Central responsável por monitorar movimentações financeiras suspeitas, apontou que uma empresa vinculada ao ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, recebeu cerca de R$ 3,6 milhões em repasses realizados por instituições financeiras.


De acordo com os dados analisados, os pagamentos foram feitos pelo Banco Master e pela gestora de recursos Reag entre dezembro de 2022 e maio de 2024. Os valores foram direcionados à empresa A&M Consultoria Ltda., constituída no final de dezembro de 2022 e que tem como sócios ACM Neto e sua esposa.


Segundo informações registradas na Receita Federal, a empresa tem como atividade principal a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atuação secundária em apoio à área educacional. O capital social da empresa é de R$ 2 mil.


Conforme o relatório do Coaf, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu cerca de R$ 2,9 milhões em repasses, sendo R$ 1,5 milhão provenientes da Reag, distribuídos em 11 transferências, e R$ 1,3 milhão enviados pelo Banco Master em nove operações. Antes desse período, ainda em 2023, foram registrados pagamentos adicionais que elevaram o total recebido para aproximadamente R$ 3,6 milhões.


O documento também aponta que, no mesmo intervalo analisado, ACM Neto recebeu da própria empresa cerca de R$ 4,2 milhões em repasses, distribuídos em 14 transferências.


No relatório, o Coaf destaca que a empresa apresentou movimentação financeira considerada elevada em relação à capacidade econômica inicialmente declarada.


Procurado para comentar o assunto, ACM Neto confirmou o recebimento dos valores e afirmou que os pagamentos estão relacionados a serviços de consultoria realizados após o período em que deixou a prefeitura de Salvador.


Em nota enviada à imprensa, o ex-prefeito afirmou que os contratos foram firmados de forma regular. Segundo ele, “isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”.


ACM Neto também declarou que, no período em que os serviços foram prestados, não havia qualquer apontamento negativo envolvendo as empresas contratantes. “No período do contrato, não existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado”, afirmou.


Ainda segundo o ex-prefeito, os serviços prestados não têm relação com eventuais investigações que estejam em andamento. “Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação”, declarou.


Ele acrescentou que os pagamentos recebidos são compatíveis com os serviços prestados e que também atuou em consultorias para outros clientes durante o mesmo período. “Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados”, concluiu.

Vorcaro mantinha estrutura de intimidação de pessoas, cita ministro

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Vorcaro mantinha estrutura de intimidação de pessoas, cita ministro
Foto - Divulgação / Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha com comparsas uma estrutura voltada à vigilância e intimidação de pessoas vistas como contrárias aos interesses do grupo financeiro, apontou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (4). Ele foi preso na manhã de hoje, na terceira fase da Operação Compliance Zero.

O banqueiro também mantinha interlocução próxima com dois servidores que ocupavam posições estratégicas no Banco Central (BC) e trabalhavam como “uma espécie de empregado/consultor” de Vorcaro, fornecendo informações privilegiadas. 

Os servidores são o ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana

A ordem de prisão partiu de Mendonça, que atendeu a pedido feito pela Polícia Federal (PF). A prisão preventiva do banqueiro e de mais três pessoas envolvidas no caso foi a primeira decisão do ministro no caso, após ele ter assumido a relatoria em substituição a Dias Toffoli. 

Toffoli já havia determinado a prisão do banqueiro, ainda em novembro, mas pouco depois substituiu a medida pelo uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações indicam que o caso do Master pode representar a maior fraude financeira já praticada no país. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estima, por exemplo, que os ressarcimentos a clientes prejudicados devem ultrapassar os R$ 50 bilhões. 

O processo foi parar no Supremo em novembro, após surgirem indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Contudo, até o momento não figuram pessoas com foro no STF entre os investigados.

Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula

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Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula
Foto - Ricardo Stuckert / Secom-PR

O presidente Lula afirmou que o Brasil está diante de uma “chance real de pegar os magnatas da corrupção e da lavagem de dinheiro”, ao falar sobre o rombo do Banco Master. “É uma chance extraordinária. Não importa se envolve político, partido, governador, partido, bancos”, disse, em entrevista a Daniela Lima, na TV UOL. “Quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade e dar um rombo, talvez o maior rombo econômico da história desse país.”]

Lula defende que as instituições da República precisam estar mobilizadas para “mostrar ao povo quem são os magnatas, que muitas vezes que ficam pintando na imprensa e dando palpites nas coisas de governo” e que podem estar atrás do rombo que traz ameaças à economia brasileira.

Não sei se tem partido político envolvido, não sei que governador está envolvido, se tem deputado, senador, ou prefeito, se tem mais empresários. O dado concreto é que a ordem é a seguinte: vamos investigar às últimas consequências, para nunca mais isso se repita”, ressaltou Lula.

Questionado sobre ter recebido o banqueiro do Banco Master, André Vorcaro, em seu gabinete, Lula afirmou que já recebeu muitos banqueiros, por ser seu papel, e que isso não significa proximidade, ao contrário, conforme explicou.

“Já recebi, neste mandato, Itaú, Bradesco, Santander, BTG, e quando não tinha uma agenda marcada comigo. Quando o Guido (Mantega) veio com o André Vorcaro a Brasília, eu chamei o (Gabriel) Galipolo (presidente do Banco Central), acho que o Rui Costa, que é da Bahia, que conhecia ele. E ele (Vorcaro) então me contou da ‘perseguição’ que ele estaria sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele, que não sei das quantas”, relatou.

E prosseguiu afirmando que disse ao banqueiro que não haverá posição política pró ou contra o Banco Master, mas uma investigação técnica feita pelo Banco Central. "A política não entrará na investigação, o que vai entrar é a competência técnica do Banco Central para saber o que há de errado. Se você quebrou, se não quebrou, se tem dinheiro lavado ou não tem, e é isso que está sendo feito.”

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Will Bank

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Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Will Bank
Foto - Divulgação

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master. O banco, também liquidado pelo BC, vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde sua liquidação, decretada em novembro de 2025.

A liquidação do Will Bank foi anunciada nesta quarta-feira (21). Segundo o BC, entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, que integrava o conglomerado Master.

Liderado pelo Banco Master, o conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira”, justificou o BC.

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país

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Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país
Foto - Marcelo Camargo / Agência Brasil

O caso envolvendo o Banco Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do país, disse nesta terça-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o governo acompanha de perto a atuação do Banco Central (BC) e mantém diálogo permanente com a autoridade monetária desde a decretação da liquidação da instituição financeira.

“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, disse o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Haddad informou que tem conversado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e fez questão de manifestar apoio público ao trabalho conduzido pelo BC no caso.

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