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Os bancários do sudoeste da Bahia realizam, nesta quinta-feira (19), uma paralisação das atividades como forma de protesto durante as negociações por um novo acordo coletivo da categoria. Trabalhadores de Brumado também aderiram ao movimento.
A mobilização ocorre após uma série de reuniões entre representantes dos bancários e das instituições financeiras, sem que um entendimento sobre as reivindicações apresentadas pela categoria tenha sido alcançado.
De acordo com informações do Sindicato dos Bancários do Sudoeste da Bahia, as negociações já contabilizam oito rodadas de discussões. O acordo coletivo atualmente em vigor tem validade de dois anos e está próximo do encerramento, aumentando a pressão por uma nova definição para a categoria.
Entre as principais reivindicações está a discussão de um reajuste salarial considerado adequado pelos trabalhadores. A categoria também demonstra insatisfação com as propostas apresentadas pelos bancos durante as negociações.
A mobilização foi definida após consultas e plenárias realizadas ao longo do ano, nas quais, segundo o sindicato, a maioria dos trabalhadores demonstrou descontentamento com as condições apresentadas nas negociações.
Desde junho deste ano, bancários e bancárias de todo o Brasil estão em plena Campanha Nacional Unificada para a manutenção e renovação dos direitos da categoria. Até o momento foram 14 rodadas de negociações com a Federação Nacional dos Bancos e, apesar da tentativa de diálogo, os bancos ignoraram a maioria das reivindicações. Durante as reuniões, eles propuseram retirar direitos adquiridos historicamente pela classe, além de ofereceram um reajuste de 5,8% no salário, um porcentual bem abaixo da inflação. Os principais pontos reivindicados são: Garantia dos empregos, proteção aos trabalhadores adoecidos, contratação de mais bancários, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e tratamento daqueles que ficaram com sequelas da Covid-19.
Os bancários e os trabalhadores dos Correios foram incluídos no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. O anúncio foi feito nesta terça-feira (6) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao lado dos presidentes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e dos Correios. “Duas categorias muito importantes, a categoria dos bancários e a dos servidores de Correios e Telégrafos estão na linha de frente. São muito importantes”, afirmou Queiroga. O ministro relatou que há cerca de três semanas os bancários e servidores dos Correios solicitaram ao ministério que fossem incluídos no grupo prioritário para imunização e entregaram relatórios detalhados sobre o adoecimento dos profissionais. “Submeti ao Programa Nacional de Imunização, ao Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e ao Conasem [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde] e hoje tivemos uma posição definitiva do Programa Nacional de Imunização para que os servidores dos bancos e dos Correios fossem incluídos no rol de prioridades”, detalhou o ministro. O bancário Rafael Gonçalves Ribeiro, morador de Cristalina (GO), comemorou a decisão. “Nossa categoria não parou em nenhum momento de atender as pessoas. Na Caixa, por exemplo, estamos pagando o Auxílio Emergencial desde o início da crise e as agências estão cheias desde então. Ser contemplado com a vacina de forma prioritária nos traz grande segurança para continuarmos trabalhando com a garantia de que podemos voltar para casa saudáveis.”
Nesta terça-feira (8), as bancárias e bancários que fazem parte da base do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região realizam uma paralisação reivindicando a inclusão da categoria entre os grupos prioritários da fase 4 de vacinação. O Sindicato tem atuado pela inserção da categoria nos planos de imunização, nos níveis municipal, estadual e nacional, devido ao grande risco à saúde dos trabalhadores bancários e dos seus familiares. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos três primeiros meses de 2021, o número de bancários desligados pelo motivo de morte aumentou em 176%. O serviço financeiro foi colocado como essencial e permanece prestando atendimento presencial à população. Contudo, a demanda de atendimento tem gerado grandes filas e aglomerações, tanto no espaço externo quanto no interior das unidades, resultando em uma ampla exposição dos trabalhadores bancários. O ambiente fechado e com ar-condicionado das agências favorecem a disseminação do vírus e possibilita que os bancários se tornem um vetor de difusão da Covid-19 para a sociedade. É importante ressaltar que somente por meio do trabalho da categoria bancária é possível garantir o pagamento do Auxílio Emergencial Federal, bem como a disponibilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aposentadorias, pensões, auxílios-doença, entre outros benefícios fundamentais para a manutenção dos recursos de diversas famílias, principalmente as de baixa renda.
Vacinar bancárias e bancários é uma questão urgente. As mobilizações estão sendo realizadas em todos o país reivindicando que seja realizada a imunização contra a Covid-19 para esta categoria, que durante toda essa pandemia diariamente atendendo milhares de pessoas. Na última segunda-feira (31), a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, junto aos sindicatos filiados organizaram a plenária regional que discutiu a possibilidade de greve pela vacina. Com uma ampla participação, mais de 650 bancários, o encaminhamento do espaço foi paralisar as atividades bancárias no próximo dia 8, com 92% de aprovação. Somando-se ao indicativo, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região realiza nesta sexta-feira (4), a Assembleia Virtual que decidirá sobre a greve pela vacina no dia 8 de junho. O link para votação será disponibilizado no site da entidade e ficará disponível das 8h às 18h. "A grande participação da categoria nesta plenária regional reflete a importância do tema e o quanto a demora na vacinação de bancárias e bancários tem preocupado a todos nós, pois a categoria tem trabalhado dia a dia em contado direto com a população e, consequentemente, tem estado mais exposta à contaminação pelo coronavírus", lembra Leonardo Viana, presidente do SEEB/VCR.
Os funcionários do Banco do Brasil que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região deliberaram, em assembleia virtual, nesta segunda-feira (25), pela adesão à paralisação nacional contra as reestruturações no banco. O ato nacional acontece na próxima sexta-feira (29), com a paralisação das atividades, mobilizações e o esclarecimento da população sobre os riscos do sucateamento do BB. A direção do Banco do Brasil anunciou o fechamento de mais de cinco mil postos de trabalho, a desativação de 361 unidades, transferências compulsórias e a retirada de funções. O movimento sindical e os trabalhadores preveem que as demissões vão precarizar o atendimento, aumentar o tempo de espera nas filas e sobrecarregar os demais funcionários, o que aumenta as chances de adoecimento físico e mental. O BB é referência em diversos setores da economia brasileira. Estudos apontam que o banco público financia cerca de 60% da produção agropecuária, desde a agricultura familiar -produtora de alimentos básicos para a população - até os grandes produtores agrícolas.
Na última segunda-feira (31), as bancárias e bancários da base territorial do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região deliberaram sobre as propostas apresentadas pela Fenaban e as específicas por banco. A consulta aconteceu por meio da plataforma virtual, no site da entidade. Por maioria de votos, a categoria decidiu por aceitar as proposições colocadas para a Convenção Coletiva de Trabalho e os Acordos Coletivos de Trabalho Aditivos. O acordo, que também foi aprovado pela maioria dos bancários do país, valerá por dois anos. Em relação à remuneração, ficou garantido para este ano, 1,5% de reajuste nos salários, mais abono de R$ 2 mil para todos, e reposição da inflação (INPC estimado em 2,74%) nas demais verbas como VA e VR, bem como nos valores fixos da PLR. Para 2021, o texto prevê 0,5% de aumento real para salários e demais verbas. Além disso, todas as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foram mantidas.
O membro Titular da 1ª Promotoria de Justiça de Brumado, Millen Castro Medeiros de Moura, com base em representação subscrita pelo idoso Divaldo Augusto de Souza, segundo o qual o correspondente bancário do Bradesco, localizado na Rua Mário Meira, em Brumado, não estaria oferecendo atendimento prioritário aos idosos, o que foi confirmado pelo Conselho Municipal do Idoso, fato que, em tese, constituiria violação aos afts. 3 0, 1 0, I, do Estatuto do Idoso e 1 0 da Lei no 10.048/2000, resolve instaurar inquérito civil a fim de buscar uma solução administrativa para esse caso e averiguar se tal infração ocorre em outros correspondentes bancários localizados em Brumado.