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O Ministério Público do Estado da Bahia denunciou terça-feira, dia 14, à Justiça, cinco homens por associação criminosa para o tráfico de drogas no município de Belo Campo. A pedido do MPBA, quatro deles, já estavam presos preventivamente. Um está foragido. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra os acusados.
As prisões foram decretadas pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia, que acolheu medida cautelar apresentada pelo MPBA, por meio do promotor de Justiça Vladimir Ferreira Campos. A investigação foi conduzida de forma conjunta pelo Ministério Público e pela Polícia Civil da Bahia. De acordo com o promotor de Justiça, os denunciados teriam se associado para comercializar maconha, cocaína e crack em Belo Campo, utilizando aplicativos de mensagens, linguagem cifrada e transações financeiras para operacionalizar a atividade criminosa.
As investigações apontam a existência de uma estrutura organizada para a comercialização de drogas, com divisão de tarefas, utilização de codinomes, ocultação de identidades, movimentação financeira por meio de transferências via PIX e distribuição contínua de drogas na região. As provas técnicas obtidas por meio da extração e análise de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos celulares apreendidos durante as investigações subsidiaram o oferecimento da denúncia pelo MPBA, que também requereu a condenação de cada um dos acusados ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos, em razão dos prejuízos causados à saúde e à segurança pública.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, na manhã desta sexta-feira (26), dois homens investigados por integrar um grupo criminoso responsável pela prática de roubos, extorsões, estupros e associação criminosa. As prisões ocorreram durante a Operação Pilot, que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro da Federação, em Salvador.
As investigações, conduzidas pela 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), apontam que os investigados utilizavam aplicativos de relacionamento e redes sociais para atrair as vítimas. Após o primeiro contato, os encontros eram marcados, geralmente às sextas-feiras e nos fins de semana. Sob o pretexto de seguirem para um local mais reservado, as vítimas eram levadas para outro imóvel, onde os crimes eram praticados.
Nos locais escolhidos pelo grupo, as vítimas permaneciam sob restrição da liberdade por, no mínimo, duas horas. Armados com armas de fogo ou armas brancas, os investigados obrigavam as vítimas a desbloquear os aparelhos celulares para realizar transferências bancárias, além de subtrair dinheiro, cartões, aparelhos eletrônicos e outros bens.
As investigações também apontam que algumas vítimas foram submetidas a agressões físicas e violência sexual durante a ação criminosa, evidenciando o elevado grau de violência empregado pelo grupo.
Até o momento, cinco inquéritos policiais subsidiaram a operação. As apurações, no entanto, indicam que o número de vítimas pode ser superior a 15, motivo pelo qual a Polícia Civil prossegue com as diligências para identificar outras pessoas lesadas.
Os elementos reunidos durante a investigação indicam que o grupo atuava de forma organizada havia cerca de cinco meses, com divisão de tarefas entre os integrantes e escolha criteriosa das vítimas, sempre utilizando plataformas digitais para facilitar a aproximação e dificultar a identificação dos autores.
A Operação Pilot é resultado de aproximadamente 40 dias de investigação conduzida pela 7ª Delegacia Territorial e teve o cumprimento dos mandados judiciais com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM). A ação teve como objetivo interromper a atuação do grupo criminoso, reunir novos elementos de prova e identificar outras possíveis vítimas.
A Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva, na quarta-feira (13), em desfavor de um homem, de 18 anos, investigado pelos crimes de tortura, extorsão e associação criminosa, em Itapetinga. O mandado foi cumprido por equipes das Delegacias Territoriais (DT/Itapetinga) e (DT/Itororó).
Os fatos que motivaram a prisão preventiva do suspeito ocorreram em abril deste ano, quando o investigado, agindo em conjunto com outros suspeitos, teria invadido uma residência para agredir um adolescente e, posteriormente, passar a extorquir a família da vítima em nome de um grupo criminoso.
O homem, que era considerado foragido, foi localizado em via pública, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga, após diligências policiais para cumprimento da ordem judicial, expedido pela Vara Criminal da Comarca de Itapetinga.
Após a prisão, o investigado foi apresentado na unidade policial, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, incluindo a expedição de guia para exame de lesões corporais e a comunicação formal ao Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. Ele permanece custodiado à disposição da Justiça.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a Operação Furvus com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em furtos a terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal. A ação mira um grupo investigado por atuar de forma itinerante em diversos estados do país.
Durante a operação, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão e medidas de bloqueio de bens. Todas as diligências foram realizadas no estado de São Paulo, onde o grupo criminoso mantinha sua base de atuação.
As investigações apontaram que os suspeitos se deslocavam da capital paulista para cometer crimes em outras regiões. Foram identificados ataques a agências bancárias em Curitiba, no Paraná, e em cinco municípios da Bahia: Vitória da Conquista, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Poções.
De acordo com a Polícia Federal, os criminosos utilizavam um dispositivo conhecido como “jacaré”, empregado para retirar envelopes contendo dinheiro e cheques dos caixas eletrônicos após a simulação de depósitos. Os investigados já possuem antecedentes por práticas semelhantes e poderão responder pelos crimes de associação criminosa e furto qualificado.