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Estudantes da rede municipal de ensino de Brumado participaram, na última sexta-feira (28), de uma atividade de Educação Ambiental voltada à discussão dos eventos extremos relacionados ao fenômeno El Niño, além de temas como mudanças climáticas, aquecimento global e desertificação.
A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SEMAR), por meio da Divisão de Educação Ambiental, após convite da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). A atividade envolveu estudantes vinculados ao Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA).
Com o tema “Eventos Extremos do El Niño: Prevenção e Adaptação”, a programação contou com uma exposição conduzida pelo coordenador da Divisão de Educação Ambiental, Jorge Valério Rocha Gomes.
Após a apresentação, os estudantes participaram de trabalhos em grupo, nos quais discutiram e apresentaram propostas de ações relacionadas à preparação e à adaptação diante dos possíveis impactos provocados pelo fenômeno El Niño.
Durante a atividade, também foram debatidas as relações entre o El Niño e o aquecimento global, além das características físicas do Semiárido brasileiro e do processo de desertificação, temas considerados importantes para a compreensão dos desafios ambientais enfrentados pela região.
Conforme estudo publicado no periódico Nature Plants, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja. O levantamento indica que as secas e ondas de calor concomitantes - que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem - devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje. A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo. A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050. "Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja", diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).