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Na manhã de quarta-feira (23), as ruas de Brumado foram ocupadas por uma mobilização marcada por vozes em uníssono em defesa da educação pública. O ato, promovido pela APLB Sindicato, uniu professores, estudantes e apoiadores da causa educacional em adesão ao Dia Nacional de Paralisação dos Professores. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes protestaram contra o avanço da privatização e da militarização nas escolas públicas. De acordo com a diretoria da APLB, essas medidas fragilizam o sistema educacional ao reduzir investimentos públicos e ameaçar o direito a uma educação de qualidade. “A escola pública não é negócio, ela é direito”, reforçaram os representantes do sindicato durante a manifestação. Entre as principais demandas do movimento está a realização de concursos públicos para preencher a carência de profissionais efetivos. A entidade sindical alerta para os impactos da dependência de contratos temporários, apontados como formas de precarização da carreira docente. “O fortalecimento da educação pública passa pela valorização dos seus profissionais”, destacou a APLB.
Nesta segunda-feira (16), foi realizada no gabinete do prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB), uma coletiva de imprensa que teve como tema o retorno das aulas presenciais no município. Participaram da coletiva o prefeito do município, Eduardo Vasconcelos, o secretário de Educação, João Nolasco e o secretário de Saúde, Cláudio Feres. O prefeito destacou que a volta às aulas está entrando na 4ª semana e vem obtendo resultados positivos.
"O momento que estamos vivendo com o retorno às aulas é a evolução de uma coisa que começou o ano passado. Nós buscamos uma parceria com a sociedade , através de diversos seguimentos, fomos frustrados diversas vezes por iniciativa de diversos grupos. Nós estávamos prontos para retornar as aulas presenciais no início do ano, coisa que não foi possível. Quando o governo do estado sinalizou que poderia haver o retorno, então, aproveitamos para retornar. Estamos fazendo com toda cautela, as duas primeiras semanas, nós não colocamos em tempo integral, será somente a partir da 3ª semana, Sabemos de um movimento sindicalista que tenta bloquear isso por interesse nada republicano, mas a gente entende que cada um faz aquilo que entende a maneira de ver". O prefeito destacou que "Não existiu nenhum dia em que houvesse regresso no número de alunos, ao contrário, só aumenta a frequência e o número de alunos".
João Nolasco, falou sobre os protocolos de segurança e publicidade feita pela APLB Sindicato. "Esse trabalho da educação é um trabalho que está sendo construído a muito tempo, desde a agosto do ano passado, foi construído um protocolo do retorno das aulas, quando vemos que esses outdoors que foram colocados na cidade pela APLB dizendo que 'a pressa é inimiga da perfeição', muito pelo contrário, a gente tem um ano que estamos fazendo esse protocolo para voltar às aulas com segurança. Aguardamos o retorno anunciado pelo estado. A partir disso não tivemos nenhum receio de retornar com as aulas, pois tínhamos certeza que iria dar certo, começamos as aulas com 958 alunos nas salas e hoje nós chegamos com 2122, quando a APLB faz essa campanha de publicidade na cidade, eles não querem que as aulas não retornem, e isso só vai prejudicar o aprendizado dos alunos, achamos que eles devem repensar essa posição deles, e ver que estamos fazendo um trabalho de muita responsabilidade".
Cláudio Feres comentou sobre um caso de uma professora que foi infectada com o vírus da Covid-19, "Todos os profissionais da educação estamos fazendo o teste rápido a partir do quarto dia com suspeita de Covid-19. Nós já testamos 24 profissionais da Educação, apenas um foi positivo, mas não dá pra afirmar que ela foi infectada no ambiente escolar. Já na última sexta-feira tivemos duas professoras que testaram negativo, mas nossa central Covid-19 optou por deixar afastadas, pois os esposos delas testaram positivo. Qualquer profissional que testar positivo, nós o afastaremos das funções. Em caso de algum aluno ter sido confirmado o caso positivo fecharemos a sala de aula por 10 dias".
Em nota enviada ao Agora Sudoeste a secretaria municipal de Educação de Brumado falou sobre uma divulgação que a APLB Sindicato vem fazendo na cidade de Brumado contra o retorno das aulas presenciais. "A secretaria municipal de Educação de Brumado vem tranquilizar toda a comunidade escolar no sentido de que, diferentemente da divulgação realizada pela APLB Sindicato, diga-se, desprovida de qualquer responsabilidade e respeito, principalmente com a população que, juntamente com esta secretaria, está enviando esforços para o sucesso das aulas presenciais, propala inverdades com o único objetivo de fazer frustrar essa conquista que é de todo povo brumadense, frente a angústia e ansiedade vivida nos últimos meses com o fechamento das escolas. Desde a retomada das aulas presenciais, as secretarias Municipais de Educação e de Saúde vem mantendo estreito entendimento na atenção de todos os membros da comunidade escolar, de modo que, ao menor sintoma de gripe e resfriado comunicado à Diretoria Escolar, estão sendo realizados testes antígeno, os quais são eficazes e cujos resultados são obtidos com a celeridade necessária ante as cautelas exigidas. Segundo dados fornecidos pela secretaria municipal de Saúde, desde o dia 09 de agosto até a presente data, foram realizadas 16 testagens de professores da rede municipal de ensino, sendo que, deste montante, apenas um dos casos foi positivo. Seguindo o disposto no protocolo de biossegurança, assim que surgiram os sintomas, a profissional foi afastada da sala de aula. Sendo assim, resta clara a intenção do sindicato que, deste modo egoísta e sem qualquer sensatez, tenciona a obstrução deste retorno, criando pânico e insegurança na sociedade com algo que deveria ser a válvula propulsora de toda associação de pessoas que defendem uma educação de excelência".
O Presidente Jair Bolsonaro entregou no último dia 20 de fevereiro ao Congresso o seu projeto de revisão da Previdência, que impõe 65 anos para aposentadoria de trabalhadores e 62 para trabalhadoras. A alegação, a exemplo do que disse o seu antecessor Temer, é superar o déficit, “como se as contribuições para a seguridade social fossem apenas dos empregados, empregadores e não existissem sonegações. A seguridade tem outras fontes de receita e as sonegações estão na ordem de R$ 450 bilhões”, ressaltou a APLB- Sindicato que, atendendo a convocação das centrais sindicais, em Brumado, respaldada por trabalhadores em Educação das redes estadual e municipal, realizou um ato público em frente à agência do INSS, para protestar contra um projeto que restringe ou até mesmo extingue a aposentadoria do trabalhador brasileiro e que contribui para consolidar o Estado mínimo no Brasil. Um Estado que prejudica os direitos sociais e beneficia os interesses capitalistas, como se o mercado pudesse atender todas as demandas da sociedade.
Os trabalhadores em Educação da Bahia paralisam as atividades nesta quarta-feira, dia 20, e participam da plenária nacional em defesa da Previdência e da aposentadoria, em frente à sede da Previdência Social no centro de Brumado às 10h. A participação dos trabalhadores em educação atende à convocação das Centrais Sindicais (CTB CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CSP, Conlutas, Intersindical e CGTB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE. O objetivo da plenária é alertar a sociedade sobre os ataques que o Governo de Bolsonaro está preparando para os trabalhadores, com a reforma da Previdência, entre esses ataques está o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e o aumento da idade mínima para aposentaria. O trabalhador terá que ter idade mínima de 65 anos; os rurais e professores do Ensino Básico e Fundamental a idade mínima será de 62 anos; já o tempo mínimo de contribuição será elevado para 20 anos para o INSS e 25 anos para servidores públicos. "Portanto, este será um dia em que iremos organizar a luta contra a reforma da previdência. Vamos para as ruas mostrar que somos contra os ataques que esse governo vem preparando para os trabalhadores brasileiros, vamos mobilizar toda a sociedade e mostrar que não vamos deixar que coloquem as mãos em nossos direitos", disseram os organizadores. Além da atividade em Salvador, os trabalhadores e sindicatos irão realizar atividades em todo o estado, numa grande mobilização unificada, neste início de 2019, contra os ataques do governo Bolsonaro.