Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Por meio de comunicado enviado ao Agora Sudoeste, a APLB - Sindicato informou que, mais uma vez, as gratificações dos salários dos professores municipais foi cortada pela Prefeitura Municipal de Brumado, que se baseou na decisão da suspensão da liminar que ilegalizava os cortes. "A decisão do processo de número 8024158-70.2020.8.05.0000 saiu em 27 de agosto de 2020. Os salários já entraram cortados hoje, dia 28. É importante lembrar que a folha de pagamento é fechada alguns dias antes da liberação dos dinheiros nas contas. Como esses salários já estavam cortadas, mesmo antes da divulgação da decisão? A administração municipal, que havia tomado essa atitude no início do isolamento social por causa da Covid-19, teria que devolver o retroativo dos salários, como foi solicitado na liminar favorável à categoria. Entretanto, não satisfeita com o resultado, a prefeitura recorreu e agora, mais uma vez, cortou as gratificações. A jurisprudência, no entanto, está a favor da nossa categoria e, por conseguinte, da educação. Ao invés de cortar salários, prefeito, o senhor deveria adicionar incentivos nesse período de ensino remoto, onde o professor trabalha o dobro de sua carga horária. Porém, sem entender o que é ser professor e sem querer que a população de Brumado tenha uma educação de qualidade, o senhor continua, como sempre, atacando a educação pública municipal. Quando não se valoriza o profissional, a qualidade do ensino diminui. Agora, as preocupações se dividem entre as contas, a casa e o trabalho dobrado. Os professores são, em sua maioria, arrimos de família e cortar os seus salários é colocar a cidade em estado ainda maior de calamidade. O ensino remoto afeta a saúde física e psicológica do educador, mas, já se provou que para o senhor o dinheiro é mais importante que a vida e o que o oferecimento dos direitos básicos dos cidadãos. A educação prova, cada dia mais, o quanto é primordial, visto que conhecer a história e a estrutura da sociedade impede que politiqueiros sejam eleitos. Queremos saber o porquê desses cortes com uma justificativa plausível. O comércio está aberto, a economia está girando, os repasses do Fundeb estão sendo feitos. Por que, então, prejudicar os professores? A adaptação ao ensino remoto tem sido um obstáculo, mas temos superado. Mas não superaremos a perseguição à nossa categoria", escreveu o sindicato.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (Aplb/Sindicato), atendendo a convocação das centrais sindicais, em Brumado, respaldada por trabalhadores em Educação das redes estadual e municipal, realizou um ato público na plenária e em frente à Câmara de Vereadores de Brumado, nesta sexta-feira (22) contra a reforma da previdência, com a bandeira “Se botar para votar, o Brasil vai parar de novo”. O movimento, que acontece paralelo a outros em todo o país, tem como objetivo, de acordo com os manifestantes, alertar a população, ampliar o conhecimento sobre essa proposta de reforma, chamando ainda a atenção dos deputados e senadores que vão votar efetivamente esta proposta, para que possa haver alterações que atendam positivamente todas as classes.
Os trabalhadores em Educação da Bahia paralisam as atividades nesta quarta-feira, dia 20, e participam da plenária nacional em defesa da Previdência e da aposentadoria, em frente à sede da Previdência Social no centro de Brumado às 10h. A participação dos trabalhadores em educação atende à convocação das Centrais Sindicais (CTB CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CSP, Conlutas, Intersindical e CGTB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE. O objetivo da plenária é alertar a sociedade sobre os ataques que o Governo de Bolsonaro está preparando para os trabalhadores, com a reforma da Previdência, entre esses ataques está o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e o aumento da idade mínima para aposentaria. O trabalhador terá que ter idade mínima de 65 anos; os rurais e professores do Ensino Básico e Fundamental a idade mínima será de 62 anos; já o tempo mínimo de contribuição será elevado para 20 anos para o INSS e 25 anos para servidores públicos. "Portanto, este será um dia em que iremos organizar a luta contra a reforma da previdência. Vamos para as ruas mostrar que somos contra os ataques que esse governo vem preparando para os trabalhadores brasileiros, vamos mobilizar toda a sociedade e mostrar que não vamos deixar que coloquem as mãos em nossos direitos", disseram os organizadores. Além da atividade em Salvador, os trabalhadores e sindicatos irão realizar atividades em todo o estado, numa grande mobilização unificada, neste início de 2019, contra os ataques do governo Bolsonaro.