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Para que as pessoas pudessem chegar a seu destino e festejar com segurança o Ano Novo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou a fiscalização e o trabalho de prevenção a acidentes nas rodovias federais que cortam o estado da Bahia. As ações para o feriado se deram de 27 de dezembro a 01 de janeiro nos principais pontos de acidentalidade e incidência de práticas criminosas no estado. Além de conscientizar os usuários quanto à importância da obediência às leis de trânsito, os policias buscaram coibir condutas que potencializam a ocorrência de acidentes graves e com vítimas. No decorrer do feriado 7.809 veículos foram fiscalizados e cerca de 9.744 pessoas foram abordadas em ações de policiamento da PRF nas rodovias federais da Bahia. Acidentes, feridos e óbitos - Em relação ao mesmo período do Réveillon do ano anterior, a PRF na Bahia registrou uma redução no número de acidentes totais, foram 57 em 2023/2024 contra 54 este ano 2024/2025. Destes, 17 foram acidentes graves, quando resultam em, pelo menos, um óbito ou ferido gravemente. Do total de acidentes registrados, 72 pessoas ficaram feridas, o mesmo número do ano passado. Entre 27/01/2024 e 01/01/2025, 07 pessoas morreram durante o feriado nas rodovias baianas, número menor do que o ano passado, quando 11 pessoas vieram a óbito. A queda no número de acidentalidade reflete os esforços das ações da PRF de educação para o trânsito e de combate às infrações que mais causam acidentes graves ou potencializam a gravidade de lesões, como ultrapassagens indevidas, condução sob efeito de bebida alcoólica e o não uso dos equipamentos de segurança.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) finalizou, às 23h59 desta quarta-feira (01), a Operação Ano Novo realizada nas rodovias federais que cortam a Bahia. Iniciada no último sábado (28), a PRF intensificou a fiscalização e o policiamento orientado e teve como foco ações preventivas para redução da violência no trânsito e o enfrentamento a criminalidade. Durante os cinco dias da operação, a PRF na Bahia contou com reforço nas equipes e concentrou seu efetivo ao longo dos trechos mais movimentados e de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade. Para isso, foram intensificadas rondas ostensivas nas rodovias com o posicionamento estratégico das viaturas, distribuído em aproximadamente dez mil quilômetros de malha viária. Neste feriado prolongado, as atividades desenvolvidas pela instituição foram focadas principalmente os relacionados as condutas de ultrapassagens proibidas, à embriaguez ao volante, ao não uso do cinto de segurança e demais dispositivos de retenção obrigatórios, ao uso do celular ao volante, ao transporte de carga e trânsito irregular de motocicletas e ciclomotores.Nestes quatro dias de Operação a PRF autuou 2.920 condutores cometendo infrações diversas. Foram fiscalizados um total de 8.591 veículos e 9.275 pessoas no período da operação. Uma das infrações mais constatada, a ultrapassagem proibida, foram 589 autos extraídos. Nunca é demais enfatizar que a colisão frontal, quase sempre causada pelas ultrapassagens indevidas, é o tipo de acidente que mais fere gravemente e mata pessoas em rodovias do país inteiro. Durante as abordagens, foram realizados 5.295 testes com etilômetro (bafômetro), que flagraram 85 condutores dirigindo sob efeito do álcool, infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70. Nas fiscalizações, a PRF também emitiu 41 autos de infração para motociclistas ou passageiro sem capacete e 07 motoristas foram flagrados trafegando manuseando o aparelho celular. Sem o cinto de segurança foram 223 autuações. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a PRF na Bahia registrou uma redução de 16% no número de acidentes totais, 43 em 2018 contra 36 este ano. Destes, 13 foram acidentes graves, quando resultam em, pelo menos, um óbito ou ferido gravemente, número que representa uma redução de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano, 02 pessoas morreram durante o feriado nas rodovias baianas, redução de 75% com relação ao ano anterior, quando 08 pessoas vieram a óbito. Contrariando os demais índices, o número de pessoas feridas aumentou 5% saindo de 56 para 59.
Em muitas cidades e para muitos grupos, a virada de ano é comemorada com festas e com fogos de artifício anunciando o início do novo ciclo. Contudo, nos festejos também é preciso ter cuidado para que o excesso não traga prejuízos. É o caso, por exemplo, dos riscos à audição causados por excesso de barulho em situações comuns nesses eventos. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil recomendam atenção nesses casos para que o momento de celebração não seja tomado por transtornos. O excesso de ruídos causado por fogos de artifício e pelo som alto pode gerar males diversos, como dor de cabeça, estresse, alterações no sono ou hipertensão. Mais do que isso, o barulho indevido pode gerar traumas sonoros com possibilidade de resultar na perda de capacidade auditiva. Isso pode ocorrer porque as células nervosas do ouvido quando expostas a barulho prolongado podem morrer. Nessa hipótese, elas não se reestruturam, explica a fonoaudióloga especializada em audição Erica Bacchetti. Ela diz que os limites de poluição sonora ficam na casa dos 80 decibéis, mas fogos de artifício passam dos 100 decibéis. Por isso a importância de manter uma distância desses focos de barulho. Mesmo de longe, alerta a profissional, ainda assim o ruído pode gerar dano. “O ideal para quem gosta das festas de virada de ano é manter distância de segurança, tanto física quanto auditiva. Quanto mais afastado melhor, pois mesmo à distância escutamos esses ruídos altos”, sugere a fonoaudióloga. Isso vale para o caso dos fogos, muito utilizados em celebrações tradicionais, como no Rio de Janeiro ou em outras orlas do Sul ao Nordeste do país. Mas também é importante no caso do som das celebrações e festas. Ao frequentar esses ambientes, acrescenta Erica Bacchetti, é recomendável ficar longe da caixas de som. Esses cuidados são ainda mais necessários em caso de crianças, pois essas possuem uma ressonância do ouvido diferente e o som alto tem impacto ainda maior nelas. “Às vezes a gente se preocupa com segurança delas mas se esquece da segurança auditiva”, pondera a médica. A profissional observa que é importante ficar atento ao ruído após as festas. É normal depois de mutias exposição a barulho perceber um ruído. Mas se no dia seguinte este permanecer ou houver um desconforto muito grande, é preciso procurar ajuda especializada. “Nesses casos, é importante que se busque um otorrinolaringologista [médico especializado em doenças do ouvido]. Em geral nas emergências e pronto atendimentos há profissionais deste tipo. Às vezes o desconforto é muito grande e é bom procurar para ter alguma forma de aliviar isso”, diz a especialista.