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O Ministério da Educação (MEC) lançará um programa para ampliar o ensino integral. O projeto será levado aos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano. Segundo informações da Agência Brasil, de acordo com a pasta, um projeto piloto será implementado em 40 escolas que já ofertam ensino integral no ensino médio. O projeto será desenvolvido ao longo de 2020, em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A ideia é que o programa seja lançado oficialmente em 2021. A intenção, de acordo com a pasta, é tornar a escola mais atrativa para os estudantes. "Se analisarmos o nosso percurso educacional, vamos verificar que, do 5º ano para o 6º ano do ensino fundamental e do 9º ano para a 1º série do ensino médio, perdemos muitos estudantes. Seja por abandono ou repetência", disse o secretário de Educação Básica, Janio Macedo. Com a educação em tempo integral, os estudantes passam mais tempo na escola, cerca de 7 horas por dia, e participam de atividades como reforço escolar, esportes, danças, aulas de artes, comunicação e uso de mídias, entre outras atividades. A ampliação do ensino integral é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), implementado pela Lei 13.005/2014, que estabelece que, no mínimo, 25% dos estudantes do país sejam atendidos em jornadas diárias de 7 horas ou mais até 2024. O último Censo Escolar mostrou que o percentual de matrículas em tempo integral diminuiu no ensino fundamental, passando de 16,3% de todas as matrículas nas escolas públicas, em 2017, para 10,9% em 2018. Esse percentual chegou a 19,4% em 2015. Nas escolas privadas, as matrículas tiveram um leve aumento, passando de 2,1% para 2,2% de 2017 para 2018. No ensino médio, a situação foi oposta. O percentual de matrículas em tempo integral passou de 8,4% em 2017 para 10,3% em 2018, nas escolas públicas. Nas privadas, passou de 3,9% para 4% no mesmo período. O governo federal incentiva o ensino integral por meio de programas como o Mais Educação, lançado em 2007. Desde então, o programa passou por reformulações e enxugamentos.
Com a meta de elevar em 80% o total de matrículas em cursos técnicos e de qualificação profissional até 2023, o Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta terça-feira (08), o programa Novos Caminhos. A iniciativa quer estimular o ensino técnico e facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Até o final de 2023 devem ser ofertadas mais 1,5 milhão de matrículas em cursos técnicos e em qualificação profissional, totalizando 3,4 milhões em todo o país. As vagas serão ofertadas tanto no ensino médio quanto para jovens e adultos que já estão fora da escola. Outra meta é abrir 40 mil vagas para a formação de professores das redes públicas estaduais na educação profissional e tecnológica até 2022. Outras 2 mil vagas de mestrado em educação profissional e tecnológica devem ser ofertadas a professores e gestores entre 2020 e 2022. Além da ampliação das vagas e da capacitação de professores, o Novos Caminhos vai alinhar a oferta de cursos e a demanda do setor produtivo e mobilizar os estados para a implementação dos itinerários de formação técnico e profissional no ensino médio. Para 2019 ainda está previsto o lançamento de editais no montante de R$ 5 milhões para apoio a projetos de iniciação tecnológica nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.