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O Brasil iniciou um novo tratamento de adultos vivendo com aids com o antirretroviral fostensavir tromentamol 600mg, incorporado recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS) . O medicamento é indicado para pessoas com multirresistência aos antirretrovirais (ARV) já disponíveis no País e a primeira dispensação do medicamento ocorreu semana passada em Alagoas. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, mesmo com um custo elevado – de aproximadamente R$12 mil por pessoa/mês – o tratamento foi incorporado para garantir uma melhor expectativa de vida para pessoas vivendo com HIV ou aids que desenvolveram resistência aos outros tipos de tratamento. “A saúde é um direito universal e todas as pessoas importam”, afirma. Para o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) , Draurio Barreira, a disponibilização do medicamento representa uma importante conquista, pois atende pacientes que têm alto risco de progressão da infecção e com risco de morte.
O Ministério da Saúde lançou, nesta semana, o Painel Integrado de Monitoramento do Cuidado do HIV , uma plataforma que visa ampliar a transparência e o acesso a informações sobre o cuidado do HIV e aids no Brasil. A ferramenta, disponível no site da pasta , reúne indicadores atualizados relacionados ao diagnóstico, início do tratamento e acompanhamento de pessoas vivendo com HIV e aids no país. O painel utiliza dados coletados por sistemas de informações do Sistema Único de Saúde (SUS) para apresentar análises que ajudam a identificar tendências no cuidado contínuo, permitindo o fortalecimento de estratégias de prevenção e de assistência. Informações como o percentual de pessoas com carga viral suprimida e a adesão ao tratamento são apresentados de forma acessível, beneficiando gestores, profissionais de saúde e pesquisadores. A iniciativa é da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA). Segundo o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) , Draurio Barreira, a cascata do cuidado contínuo em HIV – que inclui informações sobre etapas desde que vão do diagnóstico até a supressão viral – é fundamental para o acompanhamento do cuidado prestado às pessoas vivendo com HIV, contribuindo para estratégias de busca ativa, cuidado contínuo, além de ajudar a evitar o abandono do tratamento antirretroviral. “O novo painel permitirá um monitoramento mais efetivo dessas etapas, contribuindo para a melhoria contínua dos serviços de saúde oferecidos”, frisou.
Neste domingo, dia 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Combate à Aids. A campanha do Dezembro Vermelho, mês escolhido desde 2017 para a mobilização nacional, chama a atenção para as medidas de prevenção, assistência e proteção dos direitos das pessoas com o vírus HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Neste fim de semana, diversas capitais estarão com mobilizações e ações de prevenção. De acordo com dados do Boletim Epidemiológico sobre HIV/AIDS do Ministério da Saúde, entre 2011 e 2021, o número de idosos que testaram positivo para o vírus quadruplicou. O geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Marco Túlio Cintra, explica que são diversos os fatores ligados a esse aumento, entre eles a falta de campanhas direcionadas a esse público. E acrescentou que os números podem ser ainda maiores, já que é grande a subnotificação por falta de testagem. Em entrevista ao programa Tarde Nacional da Amazônia, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Cintra contou que acontece de o paciente apresentar sintomas como o emagrecimento acentuado e os médicos investigarem câncer, sem desconfiarem de HIV. Segundo o especialista, é fundamental que os profissionais da saúde solicitem a testagem aos pacientes idosos, já que o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
Novecentas mil pessoas convivem com o HIV – o vírus causador da Aids – no Brasil. Desses, o Ministério da Saúde estima que 135 mil ainda não sabem que têm a doença. Nos últimos cinco anos, o país teve 40 mil pessoas infectadas com vírus ainda de acordo com o governo. Pesquisas demonstram que o uso da camisinha vem caindo com o passar do tempo, principalmente entre o público jovem. Isso pode, segundo as autoridades de Saúde, potencializar a transmissão do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a sífilis, as hepatites virais, o HPV e a gonorreia. O especialista em Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Aluísio Segurado, alerta que realizar testes rápidos ou laboratoriais para as ISTs, principalmente se a pessoa esteve em relações sexuais desprotegidas, pode impedir que as infecções se espalhem entre a população.
Os baianos precisam se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, como HIV, sífilis, gonorreia, HPV e hepatites. Cerca de 800 casos de HIV foram notificados no estado, apenas nos seis primeiros meses do ano passado. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu mais de 31 mil baianos, nos últimos 20 anos. Os dados são do último Boletim Epidemiológico HIV/Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, todos os dias, ocorrem 1 milhão de novas Infecções Sexualmente Transmissíveis no mundo e a maior preocupação das autoridades em Saúde brasileiras é com os jovens. As ISTs podem ser prevenidas com uso de preservativo. No entanto, esse cuidado está diminuindo entre as pessoas de 15 a 29 anos e a tendência é de aumento dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis nos estados, como alerta o Ministério da Saúde. A negligência no uso de preservativo é um dos fatores que pode contribuir para o aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens. Além disso, a coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Angélica Espinosa, alerta para o alto risco de se contrair alguma IST e ressaltou a importância de fazer exames para o diagnóstico e o tratamento.
De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado no fim do ano passado, o Brasil tinha registrado 43.941 novos casos de HIV e 37.161 casos de Aids. Viver com HIV não é a mesma coisa que viver com Aids. HIV é o vírus que pode ser contraído durante uma relação sexual sem proteção. A Aids, por sua vez, é causada pelo vírus HIV, que ataca as células responsáveis pela defesa do organismo. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e desenvolver a doença. Isso explica a diferença no número de registros de infecção por HIV em relação às notificações de Aids. Desde 2013, o Brasil universalizou o tratamento de HIV para todos os portadores do vírus. A partir daí, houve uma diminuição nos casos de desenvolvimento da doença em pessoas infectadas. Entre 2012 e 2018, os casos de AIDS apresentaram uma queda de 16,8%. Dos casos de infecção pelo HIV registrados em 2018, ano do último levantamento, a região Sudeste do país aparece em primeiro lugar, com 37,7% das notificações. Em último, está o Centro-Oeste, com apenas 8,2% dos casos. Nordeste, Sul e Norte representam 24%, 17% e 11% dos registros do ano, respectivamente. Em relação às faixas etárias, a maior parte dos casos de HIV se concentra nas pessoas com idade de 20 a 34 anos, que representam 52,7% dos registros. O Brasil oferece tratamento de HIV gratuito por meio de toda a rede do Sistema Único de Saúde, o SUS. Marcos Verde tem 23 anos e foi diagnosticado com HIV em 2015. Ele fala sobre a importância do tratamento para sua vida.
De acordo levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), durante todo o ano de 2018 o estado da Bahia registrou 736 novos casos de Aids. Salvador concentrou 313 deles. Feira de Santana aparece com o segundo maior índice ao atingir os 54 casos. Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e Teixeira de Freitas, no extremo sul, aparecem em seguida com 20 casos cada uma. De acordo com informações do Bahia Notícias, Vitória da Conquista contabilizou 18 novos registros em 2018, e Itabuna, no litoral sul, 17 casos. O município seguinte na lista das dez cidades baianas com maior incidência de novos casos de Aids é Lauro de Freitas, também na RMS, com 14 ocorrências. Juazeiro, no norte da Bahia, e Porto Seguro, no extremo sul, empatam com 13 registros. Simões Filho somou 11. Na Bahia, a Sesab vai realizar durante todo o mês de dezembro ações que buscam sensibilizar a população quanto à importância do acesso à informação adequada sobre HIV, sobre a evolução dos métodos de prevenção e de tratamento. Este mês é referência na conscientização e combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). A condição crônica é causada pelo vírus HIV, que danifica o sistema imunológico e interfere na habilidade do organismo de lutar contra outras infecções.
O tempo de sobrevida de pacientes com HIV mais que dobrou após o Brasil começar adotar políticas públicas de combate à doença. Estudo divulgado hoje (28) pelo Ministério da Saúde mostra que 70% dos pacientes adultos e 87% das crianças diagnosticadas entre 2003 e 2007 tiveram sobrevida superior a 12 anos. Em 1996, antes de o ministério ofertar o tratamento universal aos pacientes com HIV, a sobrevida era estimada em cerca de cinco anos. O estudo pesquisou 112.103 pacientes adultos e 2.616 crianças de todo o país, entre 2003 e 2007. Desse total, 70% dos adultos (77.659) e 87% (2.289) das crianças permaneciam vivos até o fechamento dos dados para o estudo, em 2014. Dos adultos que foram a óbito, 27.147 morreram em decorrência da aids e 7.297 por outras causas não relacionadas à doença. Entre as crianças, 280 morreram em decorrência da aids e 47 de outras causas.
Além de distribuir 130 milhões de preservativos e 9,9 milhões de sachês de gel lubrificante, o Ministério da Saúde vai investir na prevenção combinada por meio de atividades educativas e ampliação do acesso a novas tecnologias, como testagem rápida (incluindo fluido oral), profilaxia pós-exposição e profilaxia pré-exposição. Com o intuito de proteger a população das doenças sexualmente transmissíveis durante o período carnavalesco, todas as ações da campanha “Pare, pense e use” serão executadas a partir desta sexta-feira (1º). Neste ano, a prioridade são os homens com idade entre 15 e 39 anos, grupo mais afetado pelo vírus HIV. Dos 30.659 novos casos de HIV registrados no País em 2017, 73% afetaram pessoas do sexo masculino. Os testes rápidos podem ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Eles são indicados para quem passou por uma situação de risco. O exame também é considerado uma forma de prevenção, uma vez que permite que o tratamento seja iniciado a tempo de evitar a disseminação do vírus e da doença no organismo.
Cerca de 585 mil pessoas que vivem com o vírus HIV no Brasil realizam a terapia antirretroviral em unidades da rede pública de saúde. Esses pacientes encontram nesses locais uma realidade bem diferente daquela enfrentada na década de 1980, quando começaram a surgir os casos da doença no Brasil. Embora a primeira manifestação da Aids em um brasileiro tenha sido confirmada em 1982, apenas em 1987 o medicamento AZT começou a ser utilizado pelos pacientes porque ajudava a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. O remédio, que inicialmente havia sido criado para combater células cancerígenas, se tornou o principal aliado dos soropositivos. No entanto, as altas doses recomendadas causavam muitos efeitos colaterais. “De 1987 até 1995, a gente fazia o tratamento baseado em uma única droga [o AZT]. Isso não foi suficiente para reduzir a mortalidade por Aids. O medicamento prolongava a vida dos pacientes, mas infelizmente não conseguia controlar o vírus”, explica Roberta Schiavon, membro do Comitê de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Foi só em 1996, com o Sistema Único de Saúde (SUS) já consolidado, que o Brasil estabeleceu de vez o chamado coquetel, que reúne três tipos de medicamentos. No mesmo ano, a Lei 9.313 determinou a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de HIV. Na década seguinte, o foco passou a ser a produção interna das medicações para reduzir os custos. Em 2002, a Fundação Oswaldo Cruz começou a produzir sete antirretrovirais que são utilizados até hoje.
“Indetectáveis”. Foi com esse grito, de mãos dadas, que pessoas que vivem com HIV deram início à cerimônia que marca os 30 anos de luta contra a aids. Elas comemoram o fato de terem sua carga viral em níveis sequer detectados em testes laboratoriais em razão da adesão ao tratamento com antirretrovirais. Dados do Ministério da Saúde divulgados hoje (27) mostram uma redução de 16% dos casos e óbitos por aids no país nos últimos quatro anos. Segundo a pasta, fatores como a garantia do tratamento para todos, a melhora do diagnóstico, a ampliação do acesso à testagem e a redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento contribuíram para a queda. Os números revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de aids no Brasil – um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção da doença era de 21,7 casos para cada 100 mil habitantes enquanto, em 2017, o índice era de 18,3 casos. No mesmo período, a taxa de mortalidade por aids passou de 5,7 óbitos para cada 100 habitantes para 4,8 óbitos. O boletim também aponta redução significativa da transmissão vertical do HIV – quando o bebê é infectado durante a gestação – entre 2007 e 2017. A taxa caiu 43%, passando de 3,5 casos para cada 100 mil habitantes para 2 casos.