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A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, afirmou que as novas medidas voltadas ao setor rural demonstram o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da agricultura e do agronegócio. A declaração foi feita após o anúncio da Medida Provisória que estabelece novas condições para a renegociação de dívidas de produtores rurais.
Segundo a parlamentar, a iniciativa permitirá que agricultores regularizem débitos com condições facilitadas, incluindo período de carência, taxas de juros diferenciadas e prazos ampliados para pagamento, contribuindo para a recuperação financeira do setor.
Ivana Bastos também destacou a importância do Plano Safra 2026/2027, considerado o maior já lançado para o segmento, com previsão de R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção agropecuária em todo o país, volume superior ao disponibilizado no ciclo anterior.
Para a Bahia, a deputada ressaltou que o Banco do Brasil colocou à disposição R$ 7,2 bilhões em crédito rural, enquanto o Banco do Nordeste (BNB) prevê a aplicação de R$ 25,9 bilhões em sua área de atuação, com linhas de financiamento voltadas ao desenvolvimento sustentável.
No âmbito estadual, Ivana Bastos lembrou ainda os investimentos realizados por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Entre as ações, estão editais que somam R$ 64,1 milhões para projetos ligados à mandiocultura, turismo rural, plantas medicinais e avicultura, além de R$ 15,3 milhões destinados à aquisição de máquinas e equipamentos para atender municípios baianos.
A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14/7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos. Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras.
O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.
Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis. O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.
Representantes das secretarias da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e de Desenvolvimento Rural (SDR) da Bahia cumprem, nesta semana, uma missão técnica em Montes Claros (MG), onde visitam a AgriPark, centro de inovação tecnológica agroindustrial da Acelen voltado ao desenvolvimento da cadeia produtiva da macaúba. A iniciativa tem como objetivo conhecer o modelo implantado em Minas Gerais e reunir experiências que poderão contribuir para a consolidação do projeto na Bahia.
A macaúba, palmeira nativa com grande potencial de produção no semiárido baiano, será a principal matéria-prima para a fabricação de diesel verde (Hydrotreated Vegetable Oil – HVO) e combustível sustentável de aviação (SAF), considerado um dos principais caminhos para a descarbonização do transporte aéreo.
A visita técnica ocorre em um momento estratégico, já que a Acelen está em fase de implantação das unidades agrícola e agroindustrial nos municípios de Cachoeira e Mucugê. O projeto prevê investimentos de R$ 12 bilhões e capacidade de produção de 1 bilhão de litros de diesel verde e SAF por ano, com início da operação previsto para 2029.
Além de impulsionar a produção da macaúba no estado, o empreendimento deverá fortalecer a participação da agricultura familiar, aproveitando o conhecimento e a estrutura já existentes para o cultivo e beneficiamento da cultura. A expectativa é de geração de emprego, renda e novas oportunidades de desenvolvimento econômico, especialmente nas regiões produtoras.
Outro impacto esperado é o avanço da inovação tecnológica no agronegócio baiano, aliado à adoção de práticas sustentáveis. O projeto prevê a utilização do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), modelo que contribui para uma agricultura de baixo carbono e para a recuperação ambiental das áreas produtivas.
Reconhecida pelo elevado rendimento na produção de óleo vegetal, a macaúba apresenta desempenho superior ao da soja para a fabricação de biocombustíveis. Além disso, possui alta capacidade de captura de carbono da atmosfera. Estudos apontam que combustíveis produzidos a partir da macaúba podem reduzir em até 80% as emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis convencionais.
O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027. Principal programa federal de estímulo ao setor agropecuário brasileiro, a iniciativa vai destinar R$ 525,1 bilhões apenas para a agricultura empresarial durante o próximo ano agrícola.
Do total, R$ 384,9 bilhões estão reservados para custear despesas essenciais, como a compra de insumos, a manutenção de lavouras e rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, apoiando a modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
Os R$ 525,1 bilhões superam em R$ 9 bilhões os R$ 516 bilhões destinados ao agronegócio na safra anterior, safra 2025/2026, um incremento de 1,7%. Somado a outros cerca de R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, o financiamento para o setor agrícola supera os R$ 610 bilhões.
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), totalizou R$ 19,18 bilhões em valores correntes, no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve retração nominal de 0,2%, o que corresponde a uma redução de R$ 29,0 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho nominal do setor foi influenciado, principalmente, pela redução dos preços de comercialização dos principais produtos agropecuários e dos produtos alimentícios e bebidas, cujos preços recuaram 11% e 9%, respectivamente. Dessa forma, mesmo com o avanço da produção em importantes segmentos da agropecuária baiana, a queda dos preços limitou o crescimento do valor gerado pelo setor em termos correntes.
Quando analisado em termos reais — isto é, desconsiderando-se os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio apresentou crescimento de 1,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse resultado foi impulsionado pela expansão da produção dos principais produtos agrícolas com colheita no período, destacando-se a soja, os cereais e outras lavouras temporárias na Bahia.
"Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado", explica o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.
Em relação ao PIB total da Bahia, o agronegócio respondeu por 13,5% da atividade econômica estadual no primeiro trimestre de 2026. Embora expressiva, essa participação foi inferior à observada no mesmo período de 2025, quando o setor representou 14,3% do PIB da Bahia.
Maior feira de agronegócio do Norte e Nordeste, a Bahia Farm Show foi aberta oficialmente, nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. Em sua 20ª edição, a feira reúne produtores rurais, empresários, instituições financeiras, pesquisadores e empresas de tecnologia agrícola, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro e um espaço estratégico para geração de negócios, inovação e troca de conhecimento. A cerimônia contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de autoridades federais, estaduais, municipais e representantes do setor produtivo.
Durante o dia, o chefe do Executivo baiano visitou estandes, participou de reuniões com investidores e produtores e representantes do setor, além de realizar inaugurações voltadas ao fortalecimento da agropecuária baiana. A programação também foi marcada por ações de investimento em infraestrutura e logística para ampliar a competitividade das cadeias produtivas do estado.
“Um evento como este dá visibilidade a outros passos de infraestrutura. Quando a gente vem para uma feira dessa dimensão, fica evidente a responsabilidade dos governos com estradas, ferrovias, comunicação e energia. A Bahia Farm Show mostra a força do agro baiano e nos desafia a continuar investindo para garantir competitividade, desenvolvimento econômico e geração de oportunidades”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.
A feira reúne expositores de máquinas, implementos, insumos, serviços e soluções voltadas ao aumento da produtividade no campo. A expectativa é movimentar bilhões em negócios ao longo da programação. “A Bahia Farm Show se consolidou como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro. A presença de autoridades nacionais e estaduais reforça a importância da feira para a geração de negócios, a difusão de tecnologia e o fortalecimento de um setor que produz alimentos, fibras e energia renovável para o Brasil e o mundo.”, afirmou Moisés Schmidt, presidente da Aiba e da Bahia Farm Show.
O Governo do Estado participa da feira com um estande institucional e ações voltadas ao fortalecimento da produção rural, à ampliação das oportunidades para agricultores e ao desenvolvimento sustentável do campo. Entre os destaques está o espaço da agricultura familiar, que reúne empreendimentos dos territórios da Bacia do Rio Grande, Bacia do Rio Corrente e Velho Chico, além de áreas destinadas ao artesanato e à gastronomia regional.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, participou nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães, da abertura oficial da 20ª edição da Bahia Farm Show, considerada a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste e uma das mais importantes do Brasil.
A presidente esteve acompanhada de uma comitiva de deputados estaduais formada por Vitor Bonfim, Jusmari Oliveira, Ricardo Rodrigues, Eduardo Salles, Luciano Araújo e Antônio Henrique, reforçando a presença do Parlamento baiano em um dos mais importantes eventos do agronegócio nacional.
Ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do governador Jerônimo Rodrigues, dos ministros Alexandre Silveira e Carlos Fávaro, do senador Jaques Wagner, do procurador-geral de Justiça Pedro Maia, do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, além de produtores rurais, empresários e representantes de instituições ligadas ao setor produtivo, Ivana acompanhou os anúncios e entregas realizados durante a programação da feira.
Durante o evento, o Governo Federal anunciou medidas para ampliar a flexibilidade no uso dos descontos de energia elétrica destinados à irrigação e à aquicultura. Também foi apresentado o plano de investimentos da Neoenergia Coelba, que prevê a aplicação de R$ 24 bilhões na Bahia até 2030.
Outro destaque foi a expectativa pelo lançamento de uma linha de financiamento de R$ 21,1 bilhões para aquisição de máquinas e implementos agrícolas, fortalecendo a competitividade do setor produtivo nacional.
Pelo Governo da Bahia, foram realizadas importantes entregas para a região Oeste, incluindo a entrega do Certificado de Regularidade do ProAlba (Programa de Incentivo à Cultura do Algodão da Bahia), a pavimentação da Linha Branca, com 84 quilômetros de extensão, e a pavimentação da BA-461, no trecho entre o entroncamento da BA-460 e a região de Bela Vista.
A 54ª Exposição Agropecuária de Itapetinga reuniu, neste domingo (24), produtores rurais, criadores, empresários e visitantes de diferentes cidades do sudoeste baiano em torno de uma das feiras mais tradicionais do setor no estado. O governador Jerônimo Rodrigues participou da programação do evento, que foi declarado patrimônio cultural e imaterial do município. Durante a agenda, o governador também entregou um veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) ao município.
“O agro tem uma presença muito forte aqui em Itapetinga e em toda a região. A exposição ajuda a movimentar a economia, fortalece os produtores e cria oportunidades para quem vive do campo”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
A exposição contou com mostra de bovinos e equinos, comercialização de animais de alta qualidade genética, palestras técnicas, seminários, estandes comerciais e apresentações culturais. Os leilões realizados nos últimos dias da programação concentram parte importante das negociações do setor. A feira conta com apoio do Governo do Estado.
O secretário da Agricultura, destacou que a feira se tornou referência para o setor agropecuário baiano. “Esse é um espaço que une tradição, inovação tecnológica e fortalecimento das cadeias produtivas. A exposição já faz parte da identidade econômica e cultural da região”, afirmou.
Para o produtor Antônio Mendes, a realização anual da exposição fortalece o intercâmbio entre produtores e incentiva o desenvolvimento do setor. “É um momento importante para conhecer novas técnicas, conversar com outros produtores e acompanhar o que está sendo desenvolvido para o campo. A exposição ajuda a fortalecer o agronegócio da região”, disse.
A cidade de Guanambi sedia, até o próximo domingo (17), a Expo Guanambi 2026, evento que reúne produtores, empresários, instituições e público em geral para apresentar o potencial da agropecuária no sudoeste baiano. A programação acontece no Parque de Exposições ExpoCenter e inclui também a V Feira de Negócios, consolidando o município como um dos principais polos do agronegócio no interior da Bahia.
A abertura oficial foi realizada na quarta-feira (13) e contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Vivaldo Góis, que destacou a relevância econômica da região para o desenvolvimento do setor agropecuário no estado.
“Guanambi possui uma produção agropecuária diversificada e de grande importância para a Bahia, com destaque para a bovinocultura e a avicultura. A Expo Guanambi fortalece esse setor ao ampliar a visibilidade da produção regional, estimular negócios e aproximar produtores, empresas e instituições”, afirmou o secretário.
Durante a programação, o Governo do Estado também realizou entregas e anúncios para o município e região, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues. Entre as ações estão o convênio voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do leite nos 19 municípios do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Alto Sertão, além da entrega de 30 leitos reformados no Hospital Geral de Guanambi (HGG). Também foram autorizadas novas intervenções nas áreas de saúde, abastecimento de água, mobilidade urbana e inclusão digital.
Com cinco dias de atividades, a Expo Guanambi reúne exposições de animais, leilões, capacitações, rodadas de negócios, entretenimento e shows musicais. A expectativa da organização é receber cerca de 200 mil visitantes, reunir mais de 2 mil animais e aproximadamente 200 expositores, além de gerar cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos e movimentar R$ 50 milhões em negócios.
O Ministério Público do Estado da Bahia, o Município de Bom Jesus da Lapa e a Mitra Diocesana local celebram nesta quarta-feira, dia 6, acordo que estabelece medidas de segurança e preservação do Santuário de Bom Jesus da Lapa.
O evento de celebração acontece na sede do MPBA, no CAB, sob a condução do Centro de Autocomposição de Construção de Consensos (Compor), com a presença do procurador-geral de Justiça Pedro Maia e de representantes da Prefeitura e da Diocese.
O documento prevê, entre outras, medidas relacionadas às casas em situação de risco e implantação de um programa contínuo de avaliação e controle geológico.
Desde 2025, estão sendo tomadas medidas e executadas de ações prevenção e controle como remoção controlada de blocos instáveis, manejo de áreas críticas e interdições pontuais dentro do santuário, com o objetivo de garantir a segurança de romeiros, visitantes e trabalhadores, além da preservação do patrimônio. As medidas em curso têm como finalidade a proteção simultânea da vida, da segurança e da moradia das famílias.
O Brasil deverá alcançar em 2025 uma posição inédita no cenário global do agronegócio ao se tornar o maior produtor de carne bovina do mundo, superando os Estados Unidos. A projeção consta em relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que acompanha estatísticas do setor desde a década de 1960.
De acordo com os dados apresentados, a produção brasileira está estimada em 12,35 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, enquanto os norte-americanos devem alcançar 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso do animal abatido. Será a primeira vez que o Brasil lidera o ranking histórico do órgão internacional.
O volume apontado pelo USDA supera as projeções mais recentes do próprio governo brasileiro. Em levantamento divulgado em novembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) havia estimado uma produção de 11,38 milhões de toneladas em 2025, já indicando crescimento em relação ao ano anterior.
O relatório também traz estimativas para 2026, quando a produção brasileira deverá recuar levemente, aproximando-se dos números dos Estados Unidos. Para o próximo ano, a expectativa é de que o Brasil produza 11,7 milhões de toneladas, enquanto os EUA devem atingir 11,71 milhões, praticamente empatando no volume total.
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano totalizou R$ 19,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025, representando 14,3% de toda a economia do estado no período. Essa participação é inferior à verificada no mesmo trimestre de 2024, quando era equivalente a 15,2% do PIB total baiano. Esse menor nível se deu pelo fato do conjunto da economia baiana ter experimentado crescimento de 3,2%, ao passo que o agronegócio cresceu 1,4%. A estimativa do PIB do agronegócio baiano é feita a partir da análise e cálculo de quatro grandes agregados: agregado I (insumos agropecuários); agregado II (setor agropecuário, também conhecido como da “da porteira para dentro”); agregado III (indústrias de base agrícola – consomem produtos do agregado II) e agregado IV (distribuição e comercialização dos produtos do agronegócio – agregados II e III. Apesar de ter registrado crescimento real de apenas 1,4%, quando analisamos o crescimento nominal, observa-se que houve expansão de 16,5% do agronegócio baiano na comparação com o primeiro trimestre de 2024. Esse crescimento foi favorecido pela elevação no nível de preços em todos os agregados, com destaque para a agropecuária (agregado II). Os preços dos produtos agropecuários (agregado II), registraram incremento de 20% no trimestre, comparando com o primeiro trimestre de 2024, com destaque para a soja, laranja, café, bovinos e lavoura permanente. Além da elevação nos preços da agropecuária, os insumos do setor primário (agregado I) subiram 11%, enquanto nos serviços (agregado IV), a variação de preços foi de 15%. Por sua a vez, a agroindústria (agregado III) registrou a menor variação de preço, fechando em 9% (neste agregado, os alimentos foram os que mais contribuíram com crescimento de 13%). Conforme explicitado anteriormente, o PIB do agronegócio cresceu 1,4% em termos reais, onde o agregado II (setor agropecuário) se destacou com o maior nível de expansão (10,0%).
O agronegócio da Bahia registrou um desempenho significativo em 2024, com exportações que somaram quase US$ 6,1 bilhões, representando 52% do total exportado pelo estado. Esse resultado destaca a importância da agropecuária na pauta de exportações da Bahia, contribuindo para um saldo comercial positivo de quase US$ 5,5 bilhões, de acordo com a plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em comparação com 2023, houve um aumento nas exportações do agronegócio, que no ano anterior totalizaram US$ 5,8 bilhões. Apesar dos desafios climáticos e econômicos enfrentados em 2024, o setor manteve sua posição de destaque na produção nacional de alimentos e energia. Os principais produtos exportados pela Bahia em 2024 foram o complexo soja (45,33%), produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e seus derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%). Os destinos principais dessas exportações incluem Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Chile e Canadá. Novos mercados também foram alcançados, como China, Japão e Índia. O secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, comentou sobre a diversidade do agronegócio baiano e seu papel na economia do estado: "A diversidade do nosso agronegócio é um dos nossos maiores trunfos. Desde a soja até as frutas frescas, cada segmento contribui de maneira única para a economia baiana. Em 2024, enfrentamos desafios, mas também colhemos frutos de um trabalho árduo e dedicado, que nos permite olhar para o futuro com otimismo e confiança."
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri) informa que as exportações do agronegócio baiano atingiram um novo recorde em outubro de 2024, totalizando US$ 745 milhões. Esse valor representa um crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram comercializados US$ 635 milhões, e é o maior da série para o mês, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).O complexo do cacau e seus derivados foi um dos destaques. Em outubro de 2023, o valor exportado foi de 19,8 milhões de dólares. Já no mesmo período deste ano, as exportações desse setor atingiram US$ 48,1 milhões, representando um aumento significativo, puxado pela alta nas cotações da amêndoa em todo o mundo.Pelo mesmo motivo, o café também contribuiu para esse salto nas exportações. Em outubro de 2023, a Bahia exportou US$ 15,4 milhões em café. Já no mesmo período deste ano, o valor quase dobrou, chegando a US$ 29,3 milhões de dólares.Outros produtos como fibras, produtos têxteis e o complexo soja também contribuíram para o bom desempenho das exportações. No setor de produtos florestais, a exemplo da celulose, as exportações saltaram de US$ 101,9 milhões em outubro de 2023 para US$ 155 milhões em outubro de 2024.O secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, destaca que "os resultados alcançados em outubro demonstram a força e o potencial do agronegócio baiano. A diversificação da nossa pauta exportadora, com destaque para o cacau e o café, mostra a robustez do setor. A Secretaria continuará trabalhando para fortalecer o agronegócio, incentivando a inovação e a sustentabilidade, e consolidando a Bahia como um dos principais polos agrícolas do Brasil."O agro baiano exporta seus produtos para mais de cem destinos, como China, Europa e Estados Unidos. Nesse cenário, a Bahia se consolida como líder nas exportações agrícolas do Nordeste, com um portfólio diversificado e de alta qualidade.
A Bahia se destaca como a grande potência do agronegócio no Nordeste, com nada menos que oito de seus municípios entre os 100 mais ricos do Brasil no setor. O feito foi revelado em um estudo recente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que analisou a produção agrícola de 5.563 cidades brasileiras. Dentre as 13 cidades nordestinas presentes no ranking, oito são baianas, demonstrando a força do estado na produção agrícola. São Desidério, no Oeste do estado, lidera a lista baiana e ocupa a segunda posição no ranking nacional, com uma produção avaliada em R$ 7,7 bilhões, focada no cultivo de grãos. Em seguida, aparecem Formosa do Rio Preto (7º lugar, R$ 5,7 bilhões), Barreiras (25º lugar, R$ 3,1 bilhões), Correntina (28º lugar, R$ 3 bilhões), Luís Eduardo Magalhães (32º lugar, R$ 2,7 bilhões), Riachão das Neves (48º lugar, R$ 2 bilhões), Jaborandi (62º lugar, R$ 1,6 bilhão) e Juazeiro (66º lugar, R$ 1,5 bilhão). As lavouras de grãos e frutas são as grandes responsáveis por esses números. A produção de soja, milho e algodão, além de culturas como manga, maracujá, banana e uva, tem sido fundamental para o sucesso do setor no estado. Para o secretário da agricultura da Bahia, Wallison Tum, a liderança da Bahia no agronegócio nordestino é “resultado de diversos fatores, como investimentos em tecnologia, infraestrutura, políticas públicas de incentivo e apoio aos produtores, e a adaptação das culturas às condições climáticas da região”.
No primeiro trimestre de 2024, a balança comercial da Bahia obteve um incremento significativo na dependência do agronegócio, representando 53,4% das exportações totais do estado, no período. Este número marca um aumento em relação aos 42% registrados nos primeiros três meses do ano anterior. Mesmo diante de uma queda nos preços das commodities no mercado internacional, a atividade agrícola se mantém como motor da economia baiana. De acordo com dados oficiais emitidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Governo Federal, quase US$1,3 bilhão foram comercializados entre janeiro e março de 2024, representando um incremento de 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este aumento expressivo reflete, principalmente, o aumento da produtividade no campo, indicando uma maior eficiência na produção agrícola do estado. Um ponto notável é o volume embarcado, em alguns setores do agro, que teve uma expansão significativa, compensando os preços mais baixos das commodities. Isso fica evidente no caso da soja, cujos preços registraram uma redução, mas foram compensados pelo aumento da quantidade exportada. No primeiro trimestre de 2023, a soja, principal produto de exportação do agronegócio baiano, representou US$ 433,4 milhões. No mesmo período do ano de 2024, houve um aumento significativo de 29,89%, o que representa US$ 562,9 milhões. Além da soja, o algodão não cardado nem penteado, simplesmente debulhado, produzido na Bahia também obtiveram aumentos expressivos. No comparativo de janeiro a março de 2023, o valor em exportação foi de US$ 55,9 milhões, já em 2024, quando analisado o mesmo período, o crescimento foi de 291,37%, o que representa US$ 218,6 milhões.
Investir na melhoria da malha rodoviária para reduzir custos de transporte e aumentar a competitividade do Brasil na produção de grãos continuará como uma das prioridades do Governo Federal em 2024. Para assegurar que o escoamento da safra ocorra de forma célere e segura, estão previstos R$ 4,7 bilhões de recursos públicos para obras estruturantes nos principais corredores logísticos que cortam o país de Norte a Sul. As ações prioritárias previstas para o setor foram apresentadas nesta terça-feira (6/2) pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, ao lado dos ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Com rodovias em melhores condições, a distribuição dos insumos ocorre em menos tempo de viagem, reduz perdas e custos para o produtor. Por isso, para atender ao constante crescimento do setor produtivo e à alta demanda, o Ministério dos Transportes deu continuidade às ações iniciadas em 2023, que contribuíram para a ampliação das exportações de soja e milho em relação ao ano anterior. Em relação às linhas férreas, essenciais para garantir o escoamento da produção, o Governo Federal também garantiu a ampliação da frota da VLI em 168 vagões, e a retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), corredor de escoamento de grãos do oeste baiano. Com um investimento de R$ 1,5 bilhão em 127 quilômetros de extensão do trecho 1F do lote 1, as obras da Fiol seguem aceleradas. O lote 2, no trecho compreendido entre Barreiras (BA) e Caetité (BA), com 485 quilômetros de extensão, também está com 65% das obras previstas concluídas.
O PIB do agronegócio baiano, calculado e divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), totalizou R$ 22,7 bilhões no primeiro trimestre de 2022, representando 24,3% do PIB estadual para o período. Essa participação é superior à verificada no mesmo trimestre de 2021 quando era equivalente a 24% do PIB total baiano; ou seja, entre os dois períodos o agronegócio baiano aponta trajetória de aumento de participação na economia. Apesar da ampliação da participação no total da economia, o PIB do agronegócio registrou recuo de 0,7% no primeiro trimestre de 2022 quando comparado ao primeiro trimestre de 2021. Neste período, o agregado I (produção de insumos) e agregado III (processamento dos produtos agropecuários) aumentaram as participações no PIB da Bahia, passando de 1,65% para 1,77% e 3,57% para 6,59%, respectivamente.
As exportações da agropecuária brasileira tiveram um crescimento de 17,5% nos quatro primeiros meses de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da pandemia do novo coronavírus, a participação do agro no total das exportações passou de 18,7% em 2019 para 22,9% em 2020. Houve aumento das exportações para a Ásia, com destaque para a China. Os dados foram divulgados na segunda-feira (4) pelo Ministério da Economia. De acordo com a pasta, no mês de abril deste ano as exportações brasileiras somaram US$ 18,312 bilhões, e as importações, US$ 11,611 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,702 bilhões e corrente de comércio de US$ 29,923 bilhões. Alguns produtos bateram recordes históricos mensais de exportações em abril, como soja, com 16,3 milhões de toneladas; farelo de soja, com 1,7 milhão de toneladas; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com 116 mil toneladas; carne suína, com 63 mil toneladas e algodão bruto, com 91 mil toneladas. Já produtos como trigo, centeio e milho não moído, exceto milho doce, café não torrado, animais vivos, frutas e nozes tiveram queda. Apesar do impacto da pandemia sobre a economia chinesa, as exportações brasileiras para a China cresceram 11,3% no período, com destaque para a soja (+ 28,5%), carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+ 85,9%), carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+153,5%) e algodão em bruto (+ 79,%).
Um plano de ação para incentivar o agricultor, aumentar a produção, gerar emprego e renda e impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região Nordeste foi lançado nesta terça-feira (1º) no Palácio do Planalto. O AgroNordeste será implantado em 230 municípios dos nove estados da região, além de Minas Gerais, e alcançará 1,7 milhão de pessoas. Os estados e municípios serão divididos em 12 territórios. Até 2021, o programa deverá chegar a 30 territórios. Liderado pelo ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção e querem expandir o negócio gerando mais renda e emprego. A meta do programa é incrementar a renda dos produtores entre 20% e 50% no médio prazo. Para isso, o programa quer aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado. Ações essas que respondem às necessidades da cooperativa Capribom LTDA, na Paraíba. Por dia, os 533 cooperados produzem dez mil litros de leite de cabra e vaca, além de derivados do leite. A renda chega a R$ 10 milhões por ano. De acordo com o presidente da cooperativa, Francisco Rubens Remígio, para crescer ainda mais, seria necessário melhorar a comercialização dos produtos, a armazenagem da alimentação dos animais e os sistemas de irrigação. Há dois meses, a cooperativa recebeu visita experimental que foi conhecer de perto as necessidades dos produtores no Nordeste.