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Uma ocorrência de violência envolvendo integrantes da mesma família mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite de segunda-feira (25), na zona rural de Serrinha. O caso envolveu uma mulher de 35 anos e sua filha adolescente, de 15 anos, que precisaram de atendimento médico após um desentendimento que terminou em agressões físicas.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de uma intensa discussão em uma residência da região. Ao chegar ao local, os agentes encontraram as duas envolvidas com sinais de agressões decorrentes do conflito.
As primeiras informações apontam que o desentendimento teria sido motivado por questões financeiras e divergências familiares. Conforme registrado na ocorrência, a situação evoluiu para agressões mútuas, exigindo a intervenção policial para restabelecer a ordem e garantir a segurança das envolvidas.
Durante o atendimento, foram constatadas dificuldades socioeconômicas enfrentadas pela família, contexto que, segundo relatos, já vinha contribuindo para constantes desentendimentos no ambiente doméstico.
Diante da situação, equipes do Samu prestaram os primeiros socorros e encaminharam mãe e filha para avaliação médica. O estado de saúde das duas não foi divulgado pelas autoridades.
O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Serrinha, que ficará responsável pela apuração dos fatos e adoção das medidas cabíveis.
Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial (DT/Maracás), realizou, de forma integrada com a Polícia Militar, a Operação Estado de Direito, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão de adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, além de mandados de busca domiciliar, no município de Maracás.
A operação decorre de investigação que apura a participação dos adolescentes na prática de atos infracionais análogos aos crimes de tortura, castigo majorado e tentativa de homicídio qualificado contra outro adolescente, de 15 anos, fato ocorrido no dia 30 de abril, em Maracás. As investigações apontaram que a ação foi filmada pelos adolescentes identificados até o momento e divulgada em redes sociais.
“Os adolescentes investigados agiram com extrema crueldade em relação à vítima, agredindo-a repetidamente com pedaços de madeira e ferro, sem qualquer possibilidade de defesa, causando risco à vida, conforme constatado em atendimento hospitalar. As agressões teriam sido motivadas por uma suposta relação afetiva manifestada pela vítima em relação a uma jovem”, afirmou a delegada substituta da DT de Maracás, Natália Palhares, responsável pela operação.
Durante as diligências, seis adolescentes foram apreendidos em cumprimento às determinações judiciais que expediram os mandados de internação provisória e busca domiciliar. Além disso, também foram apreendidos oito aparelhos celulares e dois notebooks, que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.
A operação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Jequié), do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Central), vinculado à 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Jequié), da Delegacia Territorial (DT/Jaguaquara) e da Polícia Militar.
Após as apreensões, os adolescentes foram apresentados à Delegacia Territorial de Maracás, e o cumprimento das medidas judiciais foi comunicado ao Juízo competente. Os adolescentes apreendidos seguem à disposição do Poder Judiciário para as providências cabíveis.