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Nesta terça-feira (11), equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumprem mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. De acordo com informações da TV Globo e GloboNews, segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias. Buscas também são realizadas em endereços dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), em São Paulo. São investigados na ação os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) e os deputados federais Benito da Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ). Além dos políticos, as buscas miram empresários que, afirmam promotores, emitiram notas fiscais frias para Aécio. A PF chegou a solicitar buscas em imóveis de Maia, Cristiane e Benito, mas os pedidos não foram aceitos pelo ministro Marco Aurélio Mello.Em nota, a defesa de Aécio Neves informou que o senador "sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados. Transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na justiça eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração".
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), no qual é investigado por supostamente ter atuado para fraudar registros do Banco Rural remetidos à Comissão Parlamentar Mista de Inqúerito (CPMI) dos Correios, em 2005. O arquivamento havia sido pedido pela Procuradoria-Geral da República em setembro. O inquérito tinha como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidiu a CMPI e relatou ter sido procurado por Eduardo Paes, então deputado pelo PSDB, que lhe teria pedido, em nome de Aécio, o adiamento do prazo dado ao Banco Rural para o envio dos documentos, de modo a haver tempo para a fraude.
Em nota, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) comunicou nesta quinta-feira (02) que irá concorrer à uma vaga Câmara dos Deputados. No texto, Aécio afirma que tomou a decisão "com a responsabilidade daqueles que sempre colocaram os interesses de Minas acima de qualquer projeto pessoal". Ele cita "ataques violentos e covardes" dos quais tem sido alvo, mas ressalta que "a verdade prevalecerá e com ela restará provada a correção de todos os meus atos". Segundo informações da Agência Senado, o senador apresentou aos aliados uma série de argumentos que justificariam sua decisão, como o receio de ser responsabilizado por uma eventual derrota de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas. Depois de meses afastado do estado, em meio ao desgaste provocado pelas investigações da delação do empresário Joesley Batista, além de outros inquéritos da Operação Lava-Jato, Aécio passou as últimas semanas se movimentando entre Belo Horizonte e o interior de Minas.