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O Projeto de Lei nº 007/2019, apresentado pela vereadora Ilka Abreu na Câmara de Vereadores de Brumado e que dispôs sobre a construção de monumento ao Candomblé, na praça localizada na rótula da Avenida Lindolfo Azevedo de Brito, em Brumado, foi arquivad0. Em seu pronunciamento, o vereador e presidente do Legislativo, Leonardo Quinteiro Vasconcelos explicou que o Legislativo respeita todas as religiões e que em nenhum momento foi julgado o mérito religioso da questão e sim constitucional e jurídico. Observou que o parecer negativo se deve, entre outras coisas: ao fato da instalação do monumento ser localizado em uma rodovia estadual, neste caso, a doação do terreno não seria de competência do município e sim do Governo do Estado; não estar anexado ao projeto a ata da entidade a qual se refere o monumento, bem como estatuto, CNPJ, entre outros documentos necessários, e ainda a dimensão do monumento e área necessária para construção. Na tribuna Livre, a vereadora Ilka Abreu justificou o projeto. “ O projeto foi para atender ao pedido da comunidade do candomblé, aqui no nosso município. Sabe-se e ressabe-se que o Brasil é oficialmente um Estado laico, pois a Constituição Brasileira e outras legislações preveem a liberdade de crença religiosa aos cidadãos, além de proteção e respeito às manifestações religiosas. Cumpre destacar, ainda, que existe um falso acatamento acerca da laicidade do Brasil, pois, na primeira oportunidade para reconhecimento e respeito a outra religião, que não a sua, desrespeitam e dizem que o presente projeto irá beneficiar somente uma religião, no entanto, esquecem dos tantos outros monumentos que existem na cidade, como por exemplo, o monumento aos dez mandamentos em referência aos evangélicos na Praça Senhor do Bonfim, o símbolo do Catolicismo na Praça da Matriz, o monumento do Rotary, bem como a instituição do dia do evangélico no município, entre outros. Apesar de ser católica, reconheço a laicidade do Brasil, bem como respeito todas as religiões, não somente a minha. Fui atacada e desrespeitada nas redes sociais por pessoas preconceituosas e presas à intolerância religiosa, mas isso não me abala, pois vou continuar lutando por todos os direitos e anseios da população. As mensagens, que passaram de meras críticas e adentraram a orbe pessoal, não me intimidaram e não me intimidarão, pelo contrário, deu-me força para persistir na busca do reconhecimento dos direitos de todos os cidadãos, independentemente de religião. Estou vereadora do povo, e nada me impede de atender em meu gabinete, em minha casa ou na rua, pessoas de qualquer credo, raça ou opção sexual solicitando qualquer pedido”.
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