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A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão complementar da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), alerta para o fim do prazo de cadastramento dos rebanhos. O prazo para atualizar os rebanhos na Bahia termina na próxima sexta-feira (17). O não cumprimento desse trâmite impedirá os criadores de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA).A atualização cadastral é obrigatória para todos os produtores rurais baianos que possuem animais de produção, de qualquer espécie: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, abelhas e peixes. A importância de cadastrar o rebanho está diretamente ligada à saúde e segurança dos animais, além de garantir a regularidade e a possibilidade de comercialização e transporte dos mesmos.O governo do Estado oferece duas formas para a atualização dos rebanhos. Uma delas é pelo Sistema de Defesa Agropecuário da Bahia (Sidab), acessado através do site da Adab (www.adab.ba.gov.br). A outra é comparecer a um dos 402 escritórios de atendimento da Agência espalhados por todo o estado.De acordo com dados do último Censo Agropecuário do IBGE, existem cerca de 762 mil propriedades rurais na Bahia, com a criação de bovinos liderando com 13,2 milhões de cabeças de gado, o que coloca o estado em posição de destaque no Nordeste.
A atualização cadastral de todo o rebanho bovino do Estado da Bahia terá início no próximo dia 01 de novembro e se estenderá até 15 de dezembro. A medida, determinada pela Portaria 678 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é obrigatória para manter o status de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação do estado. A Bahia, como região livre da doença, exige o cadastramento sistemático e compulsório de todo o rebanho bovino, bubalino e de espécies, como ovinos, caprinos e suínos. O objetivo é garantir a rastreabilidade dos animais e o controle sanitário da produção pecuária. Para atualizar o cadastro, o criador deve acessar o site da Adab (www.adaba.ba.gov.br) ou comparecer a um dos 392 escritórios espalhados por todo o estado. O pecuarista que não realizar o cadastro terá a propriedade bloqueada para o trânsito de animais.
O rebanho bovino nacional teve aumento de 3,1%, chegando a 224,6 milhões de cabeças em 2021, recorde da série histórica iniciada em 1974. A estimativa deu continuidade ao crescimento iniciado em 2019 e foi também o maior valor já projetado, superando o recorde anterior da série histórica, de 218,2 milhões em 2016. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2021, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os maiores aumentos absolutos no efetivo ocorreram nos estados da Bahia (2 milhões de animais), do Pará (1,5 milhão) e de Tocantins (1 milhão). A China manteve-se na liderança das importações de carne bovina brasileira, mesmo com o embargo imposto ao Brasil de setembro a dezembro, devido a dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, doença conhecida como “vaca louca”. “O destaque estadual se manteve com o estado de Mato Grosso, onde foram estimadas 32,4 milhões de cabeças - equivalentes a 14,4% do efetivo nacional. Assim como na edição anterior, em 2021 o segundo maior efetivo foi estimado no estado de Goiás (10,8%) e o terceiro no do Pará - que passou a ocupar essa posição a partir da PPM 2020 – e com mais um ano de aumento atingiu participação de 10,7% no rebanho nacional”, diz o IBGE.