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A produção de grãos no Brasil deverá bater novo recorde com 315,8 milhões de toneladas na safra 2022/2023. A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira (13), em Brasília, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmada a expectativa, ela representa um crescimento de 15,8% na comparação com a safra obtida no ciclo anterior – ou um volume superior de 43,2 milhões de toneladas. Já a área destinada ao plantio apresenta crescimento de 4,8%, na comparação com o ciclo 2021/22, chegando a 78,1 milhões de hectares.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de janeiro de 2023, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas1 de 11,0 milhões de toneladas (t), o que representa um recuo de 3,3% na comparação com a safra de 2022 – que foi o melhor resultado da série histórica do levantamento para o conjunto de produtos pesquisados. As áreas plantada e colhida permaneceram ambas estimadas em 3,4 milhões de hectares (ha), ficando mantidas asprojeções de 2022. Dessa forma, o rendimento médio esperado (3,25 t/ha) da lavoura de grãos no estado também recuou 3,3% mesma base de comparação. A produção de algodão (caroço e pluma) está estimada em 1,3milhão de toneladas, que representa ligeira queda (1,1%) em relação ao ano passado. A área plantada com a fibra ficou mantida em 290 mil hectares. O volume de soja a ser colhido pode alcançar 7,1 milhões de toneladas, o que corresponde a uma retração de 2,4% sobre o verificado em 2022. A área plantada com a oleaginosa no estado ficou projetada em 1,8 milhão de hectares.
A produção baiana de grãos fecha a safra 2020/21 com estimativa de 10,4 milhões de toneladas, um incremento de 3,3% em relação à safra anterior. A área cultivada superou os 3,2 milhões de hectares, com produtividade de 3.226 quilos por hectare. Os dados são do 12° Levantamento da Safra de Grãos 2020/21, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última quinta-feira (9). Algodão – A estimativa estadual geral é de produção na ordem de 1.266,6 mil toneladas de algodão em caroço, ou 506,6 mil toneladas em pluma, representando decréscimo de 15,1% em comparação ao volume obtido em 2019/20, principalmente em decorrência da redução de área plantada neste ciclo. A colheita avançou bastante no último mês e já foi executada em mais de três quartos da área total no estado, restando agora principalmente as lavouras irrigadas, que são semeadas mais tardiamente. Os melhores resultados têm sido observados no extremo-oeste, onde as condições climáticas foram mais favoráveis. Feijão – A colheita de 15 mil hectares destinados à 2ª safra de feijão-comum cores está finalizada. O cultivo é mais tardio, depois da colheita da soja, justamente para mitigar a incidência de mosca-branca, porém diminuindo o impacto da redução das precipitações durante o outono-inverno no extremo-oeste baiano, onde está a maior concentração desse cultivo. As lavouras foram manejadas sob irrigação e mantiveram um bom potencial produtivo, alcançando 40,5 mil toneladas colhidas. Vale destacar o expressivo aumento de área em relação ao ano passado, algo que potencializou esse bom resultado. O atraso na colheita de soja causou um encurtamento da janela para o plantio de milho no estado. Com isso, parte da área foi destinada ao cultivo do feijão-caupi de 2ª safra. Com o ganho de espaço, o grão alcançou cerca de 50 mil hectares semeados (incremento de 42,9% em relação a 2019/20). As lavouras estão em fase final de colheita e estima-se acréscimo de 86,8% na produção, em comparação à temporada anterior. Milho – A colheita da 3ª safra ainda não foi iniciada. Nos últimos 30 dias foram registradas chuvas em toda a região produtora, trazendo conforto para as lavouras e favorecendo a fase de enchimento de grãos. No entanto, não foi possível reverter as perdas de produtividades ocorridas em algumas localidades devido ao estresse hídrico verificado em maio. A produção total de milho na Bahia deve alcançar 2,4 milhões de toneladas.