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Os Estados Unidos formalizaram nesta semana a devolução de uma esmeralda de aproximadamente 380 kg, encontrada em 2001 na cidade de Pindobaçu, no norte da Bahia. A pedra, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão (mais de R$ 6 bilhões), é considerada um tesouro nacional brasileiro. A repatriação atende a uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que havia solicitado a devolução da esmeralda à Justiça americana. Em novembro de 2024, o juiz Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, determinou que o Departamento de Justiça dos EUA formalizasse o retorno da pedra ao Brasil até 6 de dezembro de 2024. A oficialização, entretanto, ocorreu quatro dias antes do prazo. A esmeralda foi enviada ilegalmente para os Estados Unidos em 2005, com uso de documentos falsificados. Em 2017, a Justiça Federal em Campinas, São Paulo, condenou os empresários Elson Alves Ribeiro e Ruy Saraiva Filho por crimes de receptação, uso de documento falso e contrabando, determinando que a pedra fosse devolvida ao Brasil. Desde então, a Advocacia-Geral da União (AGU), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), atuou no caso, solicitando cooperação jurídica à Justiça americana. Em maio de 2022, o Departamento de Justiça dos EUA acolheu a decisão brasileira, pavimentando o caminho para a repatriação. Segundo a AGU, a pedra será exposta no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Detalhes sobre o transporte e a data de chegada da esmeralda ao Brasil ainda não foram divulgados.
Uma rara e colossal pedra preciosa, composta por uma matriz preta com esmeraldas verdes, será leiloada nesta terça-feira (28), atraindo a atenção de colecionadores e instituições de pesquisa de todo o mundo. Encontrada na Mina Caraíba, localizada no município de Pindobaçu, no norte da Bahia, a peça pesa impressionantes 137 quilos e possui um valor mínimo de venda estipulado em R$ 115 milhões, de acordo com a Receita Federal. Classificada como o lote 245 do leilão, a pedra preciosa poderá ser adquirida até as 21h desta segunda-feira (27). Embora o valor mínimo de R$ 115 milhões seja considerado elevado, especialistas indicam que o preço está bem abaixo do valor real do item. Um laudo técnico geológico realizado em 2 de agosto de 2022 avalia que a peça possui um valor significativamente superior devido à sua raridade e beleza. O relatório geológico destaca que a precificação da pedra não segue os métodos tradicionais de avaliação de gemas destinados ao mercado de joias. Em vez disso, o valor comercial da peça está mais alinhado aos interesses de colecionadores, museus e universidades, que prezam por sua singularidade. O documento compara a pedra preciosa com casos semelhantes, que foram vendidos em leilões por valores entre 30 milhões de dólares e 50 milhões de dólares, equivalentes a R$ 154 milhões e R$ 256 milhões, respectivamente, na cotação atual.