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Um raio atingiu, no início da tarde deste domingo (25), manifestantes que estavam reunidos na Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, dezenas de pessoas ficaram feridas.
Em nota, a pasta informou que pelo menos 11 manifestantes atingidos foram encaminhados para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). “Não houve registro de óbitos”.
O local havia sido escolhido para o encerramento de um ato pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Vídeos postados nas redes sociais mostram o momento da descarga elétrica.
O grupo estava concentrado na praça aguardando a chegada do parlamentar. Chovia muito no momento em que o raio atingiu os manifestantes.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou nesta quarta-feira a atitude do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). “O Plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje. A todas e todos que se sentiram ofendidas e ofendidos, minha solidariedade”, disse Lira em suas redes sociais. Nikolas Ferreira foi à tribuna para discursar sobre o Dia da Mulher, celebrado hoje. Ele colocou uma peruca loira e ironizou a existência de mulheres transexuais. "Hoje eu me sinto mulher. Deputada Nicole", disse. Segundo ele, "as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. Para vocês terem ideia do perigo de tudo isso, eles estão querendo colocar a imposição de uma realidade que não é a realidade. Ou você concorda com o que estão dizendo ou, caso contrário, você é um transfóbico, um homofóbico e um preconceituoso". Diversos deputados protestaram contra o discurso. Tabata Amaral (PSB-SP) disse que enviará ao Conselho de Ética uma representação pedindo a cassação do mandato de Nikolas Ferreira, a quem acusa de cometer o crime de transfobia. A bancada do Psol anunciou que entraria no Supremo Tribunal Federal com uma notícia-crime contra o deputado. "A estratégia dos bolsonaristas e transfóbicos é antiga: usam nossas vidas de escada para se construir", afirmou a deputada Erika Hilton (Psol-SP), que é trans.