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Agricultores e agricultoras familiares de Riacho de Santana, no Oeste da Bahia, passam a contar com mais estrutura para beneficiamento, comercialização e agregação de valor à produção. Neste sábado (20), o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), entregou uma nova Unidade de Beneficiamento de Mel e a Agroindústria de Beneficiamento de Derivados da Mandioca requalificada, fortalecendo dois importantes sistemas produtivos do município e ampliando as oportunidades de geração de renda para as famílias rurais.
A nova Unidade de Beneficiamento de Mel foi implantada para atender a Associação dos Pequenos e Médios Produtores Rurais do Espraiado e Região. Já a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Pau Branco recebeu a agroindústria de beneficiamento de mandioca requalificada, o que permitirá ampliar a produção de derivados, melhorar as condições de trabalho e agregar valor aos produtos comercializados pelos agricultores familiares.
Também foram entregues um trator com implementos agrícolas e 200 caixas d’água à Associação de Alecrim. Na ocasião, ainda foram autorizadas a instalação da cobertura da Feira Livre, na sede do município, e a licitação para a construção de passagens molhadas nas comunidades de Serra I e Barreiro da Grama.
A secretária da SDR, Elisabete Costa, destacou que o dia foi de celebração no município, marcado pelos avanços dos investimentos do Governo do Estado no desenvolvimento rural, com entregas e novas autorizações de ações. “Os investimentos do Estado no rural de Riacho de Santana somam cerca de R$ 12 milhões e irão fortalecer a economia rural, a agricultura familiar, as comunidades quilombolas e os grupos produtivos do município”, afirmou.
Agricultoras familiares da Associação das Mulheres Camponesas da Agricultura Familiar e Solidária (AMCAFES) comemoram a requalificação e ampliação da agroindústria de processamento de mandioca, instalada na comunidade Boa Vista, no município de Palmas do Monte Alto, território de identidade Sertão Produtivo. Com o novo espaço, entregue oficialmente pelo Governo do Estado, neste fim de semana, durante evento realizado no município, a produção de bolo de mandioca, de milho, de puba, de cenoura, brevidade e de sequilhos e biscoitos, como chiringa, foi potencializada, ampliando a renda e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida das famílias atendidas. A ação é executada por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Arlene Oliveira Souza, que integra a Diretoria da AMCAFES e coordena o grupo de produção de bolos e biscoitos, conta que antes de chegar o projeto, elas contavam apenas com um cômodo, construído com recurso próprio, até que chegou o projeto da CAR e possibilitou a requalificação e ampliação, com todos os equipamentos necessários. “Hoje, a gente tem um espaço amplo para trabalhar. A produção, praticamente, dobrou e comercializamos em Palmas de Monte Alto, Guanambi e também entregamos para os Programas de Alimentação Escolar (PNAE) e Aquisição de Alimentos (PAA)”.
Você sabe o que é um maniveiro? É uma área dedicada à multiplicação e distribuição de manivas de mandioca com o objetivo de aumentar a produção das raízes em outras propriedades rurais. Essa estratégia vem sendo utilizada pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), para incrementar a mandiocultura no território Sudoeste Baiano. No território, um maniveiro foi construído na Associação dos Pequenos Produtores Rurais das Fazendas Baixão, Vargem do Curral, Poções, Olhos D´Água e Região do município de Condeúba. A unidade foi entregue junto com um sistema de irrigação, trator com implementos agrícolas e uma cisterna de produção de 52 mil litros, com investimentos de R$ 523 mil, da CAR, por meio do projeto Bahia Produtiva. Os benefícios relacionados ao bom manejo, adubação e técnicas orientadas para a cultura impactam diretamente a produção das famílias agricultoras, como informa o presidente da Associação, Hélio Carlos de Sousa. “A nossa expectativa é multiplicar a produção e que já possamos colher os frutos do maniveiro no final do ano, quando poderemos vender os itens para a Cooperativa dos Produtores dos Derivados de Mandioca e todos os produtos da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Região do Rio Gavião e Serra Geral (Cooperman)”, comentou. A área experimental irrigada de um hectare traz esperança de melhoria de vida para os agricultores e agricultoras familiares da região. “O maniveiro tem sido muito importante para o nosso desenvolvimento e a gente espera melhoras com esse projeto”, conta a agricultora Rosa de Jesus. Os esforços na base de produção dos agricultores da comunidade são motivados também pelos investimentos do Governo do Estado na agroindustrialização da mandiocultura na região. Pelo projeto Bahia Produtiva, uma unidade de beneficiamento de mandioca está alcançando números expressivos de produção.
A determinação da época de colheita e as práticas de manejo das raízes de mandioca são aspectos essenciais que influenciam diretamente a qualidade e o uso culinário dessa planta, conhecida popularmente como aipim, macaxeira e mandioca mansa. Pensando nisso, Fabricio Vieira Dutra, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGA), desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de avaliar as épocas de colheita e manejo da copa de mandioca de mesa no município de Vitória da Conquista. O estudo foi realizado na propriedade Campo Verde, situada no povoado do Capinal, zona rural de Vitória da Conquista, durante o período de dezembro de 2017 a dezembro de 2018. A variedade de mandioca utilizada foi a Milagrosa, uma espécie amplamente cultivada na região de estudo e vendida nas feiras livres da cidade. Dutra ressalta que um dos obstáculos da cadeia produtiva de mandioca de mesa é manter a qualidade das raízes durante o ano devido a influência dos fatores fisiológicos e climáticos e sua pesquisa pode beneficiar tanto ao produtor quanto ao consumidor final, pois o estudo revela que é possível manter a qualidade da aipim ao longo do ano. “Aumentar o período de colheita das raízes de mesa sem afetar as características culinárias e agronômica é de grande importância para os produtores de mandioca, pois favorece a venda das raízes por um maior período durante o ano e garante a renda familiar”, afirmou o pesquisador.