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Ao lado de outros governadores da região, o governador Jerônimo Rodrigues integra a missão do Consórcio Nordeste que participa do maior evento global sobre o hidrogênio verde. O World Hydrogen 2024 Summit & Exhibition foi aberto nesta segunda-feira (13), em Roterdã, na Holanda, onde a comitiva nordestina se reuniu em uma série de encontros e apresentações com iniciativas europeias ligadas à produção da fonte de energia limpa que atrai atenção de todo o mundo. O potencial nordestino para a produção de hidrogênio verde é reforçado pela forte expansão de seus estados na produção de energias de fonte renovável, como eólica e solar, fundamentais para a cadeia de produção do hidrogênio verde. A Bahia, por exemplo, produz, em média, 30% de toda a energia eólica e 20% de toda a energia solar geradas no Brasil. A matriz elétrica do estado é mais de 90% renovável, considerando a capacidade instalada. “Nós viemos aqui com os governadores do Nordeste, é uma missão nordestina. Isso é importante porque nos une. Cada qual que tem o seu potencial de produção de energia solar, energia eólica. Cada um está fazendo o seu papel, mas, em bloco, temos potencial de convidar esses empresários para investir, gerar emprego, gerar renda. E esses contatos, de fato, aconteceram”, contou o governador, salientando as qualidades do estado: “os empresários sabem o tamanho que a Bahia tem. Nós já somos líder na produção de energia eólica. Estamos próximos de superar Minas Gerais e ser o maior produtor de energia solar. E, agora, o hidrogênio verde, que é a energia que deverá modificar a matriz energética do futuro”.
Além de atuar pela consolidação do Estado entre os líderes na produção das energias eólica e solar no Brasil, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) tem trabalhado para colocar a Bahia em posição de destaque na produção de Hidrogênio Verde (H?V). Nesta quarta-feira (06), a pasta reuniu representantes do Senai CIMATEC e das empresas Carlton Energy, do Reino Unido, e Quinto Energy, que atua no desenvolvimento de projetos para H?V na Bahia, para discutir o tema. A secretaria busca investimentos para tornar o estado a maior hub de produção de hidrogênio verde do país. “Esse é o combustível do futuro. O Hidrogênio Verde é um grande passo para a produção de energia limpa e a descarbonização da economia. É um combustível com eficiência energética similar à de combustíveis fósseis, que promete otimizar processos industriais e empresariais. Hoje tivemos uma importante discussão com a participação de especialistas no assunto, entre eles, o professor José Luís Gonçalves de Almeida, gerente-executivo e responsável pelo programa de Descarbonização Sustentável do Senai CIMATEC, e Henrique Santos, da Carlton Energy, empresa do Reino Unido, que é a maior produtora de hidrogênio 100% verde do país”, explicou o secretário da SDE, Angelo Almeida. O gestor destacou que a pasta tem atuado para tornar o Estado uma potência no segmento. "Junto ao governador Jerônimo Rodrigues, temos o compromisso de colocar o estado à frente das tendências mundiais. O Hidrogênio Verde é uma realidade e, se depender de nós, trará muito mais eficiência e desenvolvimento para a Bahia”, finalizou. A reunião contou com a participação da Coordenação de Fomento ao Desenvolvimento Territorial e Agroindustrial da SDE.
O Governo da Bahia, por meio das secretarias do Meio Ambiente (Sema) e de Desenvolvimento Econômico (SDE), participou nesta quarta-feira (15), na SDE, de uma reunião com o diretor de departamento do Ministério de Assuntos Econômicos e Proteção Climática da Alemanha, Christian Storost, e a Cônsul Petra Schaeber. Na pauta, a troca de experiências e parcerias para o fomento da transição energética e da economia de baixo carbono com base no hidrogênio verde (H?V). Durante o encontro, foram apresentados dados preliminares referentes ao Mapa de H?V da Bahia, estudo elaborado em parceria com o Senai Cimatec, onde, por exemplo, estão identificadas áreas prioritárias no estado para investimentos em produção do hidrogênio verde, componente que é feito sem a queima de carbono, ou seja, sem a produção dos gases de efeito estufa.
A Unigel – uma das maiores empresas químicas da América Latina e maior fabricante de fertilizantes nitrogenados do país – reforça o patamar de pioneira no mercado de hidrogênio verde, como a primeira empresa no Brasil a produzir o insumo em escala industrial. A companhia acaba de anunciar novos investimentos relacionados a este que é o primeiro projeto em escala industrial do país, com projeções que chegam a US$ 1,5 bilhão (R$ 7,8 bilhões, na cotação atual). Outros projetos-piloto existem, como nos estados do Ceará e do Rio de Janeiro, todos em caráter experimental. A fábrica de hidrogênio da Unigel terá investimentos em três fases. Na primeira etapa do projeto, já em construção, a empresa está investindo US$ 120 milhões e contará com a tecnologia de eletrólise de alta eficiência da alemã thyssenkrupp nucera. “Temos inúmeros diferenciais que nos permitem liderar o Brasil rumo à economia do hidrogênio e amônia verdes. Primeiro, a Unigel já tem capacidade de produção de amônia suficiente para dar destino ao hidrogênio verde. Além disso, temos acesso à infraestrutura e a fontes de energia limpa e competitiva no Polo Petroquímico de Camaçari. Por fim, a Unigel também opera um dos dois únicos terminais de amônia no Brasil, localizado no porto de Aratu, também na Bahia”, destaca Roberto Noronha Santos, CEO da empresa.
O Estado da Bahia, representado pelo governador Rui Costa e secretários, participou, na manhã desta terça-feira (26), do lançamento da pedra fundamental da Fábrica de Hidrogênio Verde da Unigel, no Polo Petroquímico, em Camaçari. O hidrogênio verde é uma fonte de alta densidade energética e de carbono nulo, produzido a partir de fontes renováveis, como a energia eólica e a solar. Com investimento inicial de US$ 120 milhões, a planta deve entrar em operação até o final de 2023 e promete ser uma das maiores em operação do mundo. Quando estiver em funcionamento, a planta do combustível vai gerar 500 empregos. A primeira fase do projeto prevê uma capacidade de produção de 10 mil toneladas por ano de hidrogênio verde. Esse volume deve ser convertido em 60 mil toneladas de amônia verde, substância que poderá ser usada como matéria-prima para a produção de fertilizantes e acrílicos, ou vendida diretamente a clientes que buscam reduzir a emissão de gás carbônico nas operações. A Bahia foi escolhida para a instalação da planta, pois a unidade da Unigel em Camaçari já possui toda a estrutura para converter hidrogênio verde em amônia verde, e por ser um estado líder em produção de energia renovável. O lançamento do projeto responde ao Plano Estadual para Economia de Hidrogênio Verde na Bahia, lançado pelo Estado da Bahia em abril de 2022, colocando o estado baiano na vanguarda dos investimentos que permitirão a substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis no país.