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O Google anunciou que proibirá a veiculação de anúncios políticos durante as eleições municipais de 2024 no Brasil. Essa decisão vem após a atualização das regras para impulsionamento de propaganda eleitoral feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em fevereiro deste ano. A empresa afirmou: "Essa atualização acontecerá em maio tendo em vista a entrada em vigor das resoluções eleitorais para 2024. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto". A resolução 23.732, que traz uma definição ampla de "conteúdo político-eleitoral", foi citada como uma das razões para a decisão do Google. Segundo o TSE, esse tipo de propaganda inclui qualquer material relacionado a eleições, partidos políticos, cargos eletivos, candidatos, propostas de governo e outros temas relacionados ao processo eleitoral. As plataformas digitais que oferecem serviços de impulsionamento de conteúdo eleitoral são exigidas pela Justiça Eleitoral a manter um repositório dos anúncios, permitindo o acompanhamento em tempo real do conteúdo, dos valores, dos responsáveis pelo pagamento e das características dos grupos populacionais que compõem a audiência. Essa medida do Google representa um movimento significativo no cenário das eleições brasileiras, onde o uso da internet e das redes sociais tem desempenhado um papel cada vez mais importante na disseminação de mensagens políticas. A proibição dos anúncios políticos visa contribuir para a integridade e transparência do processo eleitoral, garantindo um ambiente mais equilibrado e livre de interferências indevidas.
O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou ao Google que adote medidas para combater a prática de condutas discriminatórias realizadas por inteligência artificial e/ou plataformas de mídias sociais e aplicativos. Segundo os promotores de Justiça Lívia Sant’Anna Vaz e João Paulo de Carvalho da Costa, algumas situações podem caracterizar o racismo algorítimico. Na recomendação, eles orientam que seja realizado o bloqueio urgente e imediato dos resultados de pesquisas que direcionem os usuários a conteúdos de cunho racista. Lívia Vaz e João Paulo da Costa recomendam ainda ao Google que informe ao MPBA as regras adotadas para o procedimento de rastreamento, indexação e exibição dos resultados de pesquisas que direcionem os usuários a páginas que estariam divulgando conteúdos racistas. Eles também recomendam que seja informado se existem diretrizes/políticas proibitivas específicas para os casos classificados como condutas de discriminação racial. Orientam ainda os promotores de Justiça que seja indicado ao MPBA representante de unidade interna de ética e transparência ou canal para recebimento de ofícios, intimações, citações e requisições (extra)judicias, relacionadas a esses casos discriminatórios. O MP baiano solicita ainda que a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos seja informada sobre a ocorrência de qualquer das condutas tipificadas na Lei nº 7.716/1989, dos registros de conexões à Internet efetuados no território do estado da Bahia, se o fato ocorrer ou um dos envolvidos residir no território baiano. Outra recomendação é que seja criado canal específico para os usuários do Google realizarem denúncias dos casos classificados como condutas de discriminação racial na plataforma, com encaminhamento ao MPBA dos registros de conexões à internet efetuados no território do estado da Bahia, se o fato ocorrer ou um dos envolvidos residir no território do estado. Os promotores de Justiça lembram que o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) define que o uso da internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.
Segundo levantamento do Google sobre as buscas mais realizadas desde o início da campanha de imunização no Brasil, a pergunta mais frequente foi: "pode beber depois da vacina?". De acordo com informações do G1, o interesse na questão foi tão grande que a frase foi 36% mais pesquisada que a segunda dúvida mais popular sobre o imunizante: “qual a melhor vacina?”. O Google classificou 100 frases mais pesquisadas em algumas categorias e identificou que 44 delas estavam relacionadas a aspectos práticos da vacinação, incluindo “onde tomar vacina?” ou “quando vou ser vacinado?”. Em seguida, as pessoas queriam saber as regras para se vacinar, com questões como “o que é comorbidade?” e “quem teve covid pode tomar vacina?”. A terceira categoria mais frequente inclui termos sobre o andamento da campanha no Brasil (“como está a vacinação no brasil”) e sobre as vacinas disponíveis (“quais são as vacinas do covid”). O Brasil iniciou a vacinação em 17 de janeiro de 2021.
Usuários da rede social Instagram no Brasil perceberam hoje (17) uma importante mudança. Entre os recursos da plataforma o número de “curtidas”, também conhecidas como “likes” que uma publicação recebe, não fica mais visível para todos os usuários. O tema foi um dos mais discutidos do dia em outra rede social, o Twitter, e esteve entre os mais buscados no Google. A mudança no Brasil está entre os testes anunciados em abril deste ano durante um evento de desenvolvedores do Facebook, empresa controladora do Instagram. A experiência faz parte de uma série de medidas que o Instagram vem anunciando nos últimos meses para combater práticas nocivas na rede, como o discurso de ódio ou o bullying na web. Tais ações são uma resposta a críticas recebidas pela plataforma de que sua arquitetura e lógica de funcionamento favoreceriam um ambiente prejudicial ao bem-estar de seus integrantes. Um estudo da Sociedade Real para a Saúde Pública, realizado em 2017, apontou o Instagram como a pior rede social para o bem-estar e a saúde mental de adolescentes. Segundo o estudo, o Instagram tem impactos importantes em adolescentes, provocando ansiedade, depressão e solidão, além de outros efeitos como na autoimagem dos jovens a partir da lógica das fotos.