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Uma das maiores demandas da população de Brumado está prestes a se tornar realidade. Conforme encaminhado pelo governador Jerônimo Rodrigues, em visita a Ubiraçaba no último final de semana, o advogado Guilherme Bonfim esteve nesta quarta-feira (19) em audiência com o presidente da Embasa, Gildeone Almeida, ao lado do deputado estadual Vitor Bonfim, para revisar o projeto de esgotamento sanitário da cidade. Essa é uma luta que Guilherme e Vitor Bonfim travam há anos, buscando garantir mais qualidade de vida para os brumadenses. Com um investimento estimado em R$ 150 milhões, o projeto está pronto e agora falta apenas a assinatura do atual prefeito no contrato programa com a Embasa, para que a obra possa sair do papel. A expectativa é que essa formalização aconteça nos próximos dias.
Além do saneamento, Guilherme e Vitor também trataram de outro tema fundamental para Brumado: a segunda etapa da Barragem de Cristalândia, que garantirá mais segurança hídrica para a cidade e toda a região. “O saneamento básico é um direito essencial e uma questão de saúde pública. Depois de muito empenho e diálogo, conseguimos avançar e garantir que Brumado tenha um sistema de esgotamento sanitário digno. Também discutimos sobre a segunda etapa da Barragem de Cristalândia, um projeto essencial para o abastecimento de água da nossa cidade. Seguimos trabalhando para que essas conquistas se tornem realidade o mais rápido possível”, destacou Guilherme Bonfim.
As doenças relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) causaram cerca de 0,9% dos óbitos ocorridos no Brasil entre 2008 e 2019. Entre as mortes ocorridas apenas por doenças infecciosas e parasitárias no Brasil, as DRSAI representam 21,7% dos óbitos no período. As regiões Centro-Oeste (42,9%) e Nordeste (27,1%) são as que registraram os maiores percentuais. Os dados estão incluídos na terceira edição do Atlas de Saneamento: Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, lançada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o órgão, os números “dimensionam os impactos de um saneamento ambiental desigual e ainda não universalizado no país”. De 2008 a 2019, foram notificados no Brasil 11.881.430 casos de DRSAI, com 4.877.618 internações no Sistema Único de Saúde (SUS). As principais causas de morte, foram Doença de Chagas, diarreia e disenteria, que corresponderam a quase 81,5% dos óbitos no período. A terceira causa de óbitos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foram por dengue, zika e chikungunya. Já na região Norte, as leishmanioses foram as principais causas. No Nordeste a principal causa foi a esquistossomose e no Sul, a leptospirose.