Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Método amplia a visualização de estruturas internas e auxilia médicos na investigação de diferentes condições
A ressonância magnética tem se consolidado como um dos principais exames de imagem utilizados na medicina para investigações mais detalhadas. Com a capacidade de gerar imagens precisas de tecidos moles, o método passou a ser frequentemente solicitado em situações em que há necessidade de aprofundar diagnósticos ou esclarecer sintomas persistentes.
Diferentemente de exames que utilizam radiação, a ressonância se baseia em campos magnéticos e ondas de rádio, o que permite a obtenção de imagens sem exposição a esse tipo de energia. Essa característica, aliada ao nível de detalhamento, faz com que o exame seja indicado em diversas áreas, como neurologia, ortopedia e clínica geral.
Avanço na qualidade das imagens
Um dos fatores que explicam o crescimento do uso da ressonância magnética é a qualidade das imagens geradas. O exame permite observar com precisão estruturas como músculos, ligamentos, órgãos e o sistema nervoso, o que amplia as possibilidades de diagnóstico.
Na prática, isso significa que alterações que não seriam visíveis em exames mais simples podem ser identificadas. Em casos de dor persistente ou sintomas de difícil explicação, esse detalhamento contribui para uma avaliação mais completa.
Além disso, a possibilidade de visualizar diferentes planos do corpo ajuda o médico a compreender melhor a extensão de uma lesão ou alteração.
Aplicações em diferentes especialidades
A ressonância magnética é utilizada em diversas áreas da medicina. Na neurologia, por exemplo, o exame auxilia na investigação de condições que afetam o cérebro e a medula espinhal, como o acidente vascular cerebral e outras alterações neurológicas.
Já na ortopedia, é comum que o exame seja solicitado para avaliar lesões em articulações e coluna, incluindo problemas como a hérnia de disco. A capacidade de visualizar tecidos moles torna o método especialmente útil nesses casos.
Outras especialidades também utilizam a ressonância para investigar alterações em órgãos internos, ampliando seu uso em diferentes contextos clínicos.
Papel na definição de diagnósticos
A precisão das imagens obtidas por meio da ressonância magnética contribui para a definição de diagnósticos mais detalhados. Em situações em que há dúvidas após exames iniciais, o método pode fornecer informações adicionais que ajudam a esclarecer o quadro clínico.
Esse nível de detalhamento permite identificar alterações em estágios iniciais, o que pode influenciar a escolha do tratamento. Além disso, o exame auxilia no planejamento de procedimentos médicos, oferecendo uma visão mais clara da área afetada.
O uso da ressonância também é frequente no acompanhamento de pacientes, permitindo avaliar a evolução de doenças ao longo do tempo.
Procedimento e acesso ao exame
A realização da ressonância magnética é considerada segura e não invasiva. O paciente permanece deitado em uma maca que se desloca para dentro do equipamento, sendo necessário manter-se imóvel durante o exame.
Em alguns casos, pode ser utilizado contraste para destacar determinadas estruturas, dependendo da indicação médica. O tempo de duração varia conforme a região analisada. Após o procedimento, as imagens são interpretadas por um especialista, que elabora um laudo para auxiliar o médico responsável pelo atendimento.
O crescimento do uso da ressonância magnética reflete a busca por diagnósticos mais detalhados e precisos. Ao oferecer imagens de alta qualidade, o exame contribui para a identificação de alterações que poderiam passar despercebidas. Para pacientes e profissionais de saúde, representa uma ferramenta importante na compreensão de sintomas e na definição de condutas médicas mais adequadas.
A pandemia de covid-19 trouxe impactos para o atendimento em relação às doenças tropicais negligenciadas que passaram a registrar aumento da mortalidade, apesar da queda de internações. Em 2020, a taxa de mortalidade para malária subiu 82,55%, apesar da queda de 29,3% nas internações. Doenças como a leishmaniose visceral e a leptospirose também registraram aumento de mortalidade de 32,64% e 38,98%, respectivamente. O número de internações por essas doenças diminuiu no período, com quedas de 32,87% e 43,59%. Já a dengue registrou aumento de 29,51% nas internações e de 14,26% na taxa de mortalidade. Os dados fazem parte de um estudo dos pesquisadores Nikolas Lisboa Coda Dias e Stefan Oliveira, da Universidade Federal de Uberlândia; e Álvaro A. Faccini-Martínez, da Universidade de Córdoba.
Atualmente, 55,7% da população adulta do Brasil está com excesso de peso e 19,8% está obesa, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018. O Ministério da Saúde alerta para a necessidade da adoção de hábitos saudáveis para evitar o excesso de peso e as doenças desencadeadas pela obesidade. Dados do Vigitel mostram ainda que 7,7% da população adulta apresenta diabetes e 24,7%, hipertensão – doenças que podem estar relacionadas à obesidade. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2013, indica que, dentre os adultos com diabetes, 75,2% têm excesso de peso e, entre os adultos com hipertensão, 74,4% têm excesso de peso. Por isso, é importante ter hábitos saudáveis de alimentação para manter o peso adequado e doenças que podem ser prevenidas. No Sistema Único de Saúde (SUS), é na Atenção Primária que as pessoas encontram o suporte profissional necessário para orientações nutricionais de prevenção, controle do ganho de peso e manutenção do peso adequado. Nas Unidades de Saúde da Família (USF), as pessoas propensas a desenvolver obesidade são identificadas e monitoradas para atuação de forma precoce no quadro de ganho de peso excessivo e acompanhamento das enfermidades que podem surgir. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) mostram que, dentre os indivíduos adultos acompanhados na Atenção Primária no Brasil, 27,3% apresentaram obesidade, em 2018.
Para chamar atenção à condição que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, o governo federal criou o Dia Nacional de Doenças Raras, celebrado pela primeira vez no País nesta quinta-feira (28). Apesar de não haver dados precisos de registros dessas enfermidades, calcula-se que existam entre 6 e 8 mil patologias consideradas raras em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante de um número tão elevado, conscientizar a população é uma tarefa fundamental para que essa condição seja identificada e tratada de maneira adequada. Confira abaixo o que caracteriza uma doença rara, quais são as principais causas e como é realizado o tratamento na rede pública de Saúde. As doenças raras apresentam sintomas variados. Por isso, muitas vezes elas podem ser confundidas com enfermidades comuns, o que aumenta a dificuldade de diagnóstico. Ainda assim, existem causas mais frequentes. Fatores genéticos e hereditários são responsáveis por 80% das doenças consideradas raras. O restante está relacionado a fatores ambientais, infecciosos e imunológicos. De forma geral, essas patologias são crônicas, progressivas e degenerativas, podendo levar à morte. Não existe cura para essas doenças. Por isso, o tratamento é focado no acompanhamento do paciente e na busca por retardar o aparecimento de sintomas e reduzir as chances de complicações ou de evolução do quadro. A raridade de uma enfermidade é definida de acordo com o número proporcional de pessoas acometidas. Segundo a OMS, doença rara é aquela que atinge 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos.No Brasil, os pacientes têm à disposição acompanhamento totalmente gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento é feito, prioritariamente, nas unidades de atenção básica. Se o diagnóstico indicar a necessidade de um tratamento mais intenso, o paciente é encaminhado a uma unidade de média ou alta complexidade.