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As escolas da rede estadual de ensino seguem na distribuição de absorventes higiênicos do programa Dignidade Menstrual. Na Bahia, serão beneficiadas mais de 226 mil estudantes regularmente matriculadas na rede estadual e que se encontram em situação de pobreza ou extrema pobreza, na faixa etária de 11 a 45 anos. A iniciativa do governo do Estado visa ofertar mensalmente um pacote de absorventes descartáveis por beneficiária, dentro de um investimento total de R$ 5,6 milhões. Na quarta-feira (16), a ação aconteceu no Colégio Estadual Carlos Souto, localizado no município de Rio de Contas. Segundo a coordenadora pedagógica, Cláudia Guimarães, desde a implantação do programa na rede, os docentes vêm desenvolvendo com os estudantes inúmeras ações sobre a temática. “Trabalhamos as vertentes fisiológica, cultural e social e abordamos os tipos de absorventes higiênicos. Também fizemos apresentações sobre campanhas de redução da precariedade menstrual, pobreza e dignidade, resolução de situações-problemas e estudos de casos”, explicou.
A região de Andaraí, na Chapada Diamantina, já conta com um novo e moderno frigorífico, que está atendendo mais de 3,2 mil produtores, entre pequenos, médios e grandes. Somente na unidade, foram gerados 230 empregos diretos e aproximadamente 800 indiretos. A estrutura, idealizada pelo empresário e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, tem capacidade de abater até 400 animais por dia e para processar 168 tipos de produtos, de embutidos aos cortes mais sofisticados. A inauguração contou com a presença do governador Rui Costa, da primeira-dama Aline Peixoto e de outras autoridades, além de empresários e pequenos produtores locais. Rui destacou a atuação do Governo da Bahia no incentivo para que a iniciativa privada tenha facilidade para investir no estado. “Nós estamos intensificando a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) não só como ente de fiscalização ou de regulação, mas o ente que apoia, incentiva e estimula a produção. E por isso, esse empreendimento aqui, eu tenho absoluta certeza, eleva o padrão de qualidade da produção de carne da Bahia. E vai ter um impacto positivo na geração de emprego, de renda e na economia de toda a Chapada. E nós vamos apoiar os produtores para que se utilizem dessa ferramenta para melhorar a renda, seja do pequeno, do médio ou do grande produtor”, afirmou o governador. O complexo de produção – numa área total de 180 mil metros quadrados (m²), sendo 15 mil m² de área construída – abriga cinco fábricas, que serão responsáveis por processos que irão do abate a desossa, passando pela industrialização, salga e beneficiamento de produtos não comestíveis.
E se conhecer a região da Chapada Diamantina for além do turismo ecológico? E se uma pesquisa puder explicar como foi a participação econômica dessa região para o Brasil durante o século 19, e até seu envolvimento com países europeus? Passear pela história do Brasil, conhecer suas raízes, aspectos econômicos e, ainda, valorizar o meio ambiente são aspectos que podem ser encontrados na pesquisa “Lavras Diamantinas – Formação da propriedade fundiária e socioeconômica: História econômica do mundo rural (século 19)”. Realizado pelo estudante do curso de licenciatura em História, Luiz Alexandre Brandão, o estudo apresenta a participação econômica da Chapada Diamantina durante o século 19, período em que o extrativismo brasileiro é reformulado a partir da estadia da família real no Brasil. É nesse contexto que inicia uma intensa atividade industrial no país, por meio de produção de bens manufaturados e maquinofaturados, redução de tarifas estrangerias – por meio da Lei Alves Branco – e instalação das primeiras ferrovias. Por meio de leitura e transcrição da documentação primária de arquivos públicos municipais, o trabalho pontua o início da exploração de diamantes no entorno dos rios Mucugê e Cumbucas. A organização econômica baseada em pasto para gado deu espaço para o surgimento de uma mineração em larga escala. Frequentada por pessoas de outros estados, como Goiás, Piauí, Sergipe, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, a região consolida-se por uma sociedade heterogênea.
O café produzido na Chapada Diamantina, pela Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), mais uma vez está participando do Cup of Excellence, principal concurso de qualidade para café do mundo. Este ano, foram enviadas 125 amostras da região da Chapada, entre as centenas de amostras enviadas de todo o Brasil. O resultado com as 100 melhores amostras do país foi divulgado e o município de Piatã teve 12 amostras selecionadas, dessas, nove são de cooperados da Coopiatã. O concurso é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE). Participam da seleção produtores brasileiros de café arábica, visando a promoção dos cafés para exportação. No ano passado, cinco cooperados da Coopiatã representaram a Bahia no campeonato, e o agricultor Mersi Jordan levou o terceiro lugar, João Roberto, o sétimo, e Aguinaldo (Seu Guina), o décimo lugar.