Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
O vereador Valdinei da Silva Caires, conhecido como Bô, do Partido Progressista (PP), foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo feminicídio de Beatriz Pires da Silva, agravado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A denúncia foi recebida pelo juízo de Barra da Estiva, município localizado na região da Chapada Diamantina. Segundo informações divulgadas pelo promotor de Justiça Alex Bezerra Bacellar ao site Achei Sudoeste, a vítima teria desaparecido após informar que iria encontrar o pai de seu filho no dia 13 de janeiro. As investigações revelaram que Beatriz Pires da Silva e o vereador Valdinei Caires mantinham uma relação amorosa. Além disso, a vítima estava grávida novamente no momento em que foi assassinada. De acordo com a acusação do MP-BA, o motivo do crime teria sido o fato de o vereador não aceitar que a vítima divulgasse publicamente que ele era o pai da criança. A denúncia alega que o vereador, que desfrutava de grande prestígio na cidade, não queria que sua imagem fosse afetada. Essa motivação fútil e a impossibilidade de defesa da vítima são agravantes que qualificam o crime como feminicídio. Valdinei da Silva Caires encontra-se sob custódia no Conjunto Penal de Brumado, aguardando o andamento do processo.
Célia Pires, de 57 anos, mãe de Beatriz Pires, de 25 anos, continua mantendo a esperança de encontrar a filha, que está desaparecida desde o dia 11 de janeiro deste ano. Beatriz estava grávida de seis meses e tem um filho de 2 anos. Beatriz foi vista pela última vez ao entrar no carro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, que costuma ser usado pelo vereador Valdinei Caires, principal investigado pelo sumiço da jovem. A delegacia da cidade está investigando o caso. Célia Pires, que mora na cidade de Barra da Estiva, cuida do neto desde o desaparecimento da filha. Segundo ela, a criança, apesar de muito nova, tem apresentado mudanças de comportamento desde que a mãe não foi mais vista. "Ele continua chamando pela mãe. Desde que ela desapareceu, ele não come direito, era muito apegado à mãe", contou Célia em entrevista ao G1. Apesar de todas as dificuldades, Célia se mantém otimista e espera que a filha retorne para casa em breve. "Eu espero respostas e acredito que ela ainda vai aparecer. Eu peço a Deus para que se alguém tiver prendendo ela, que solte, por causa do filho e da gente mesmo", disse.