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A frota nacional de motocicletas cresceu 42% no período de uma década, de 2015 a 2024, ano em que o total de veículos motorizados de duas rodas atingiu 35 milhões no país. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
Segundo os dados, o Brasil produz anualmente cerca de 1,8 milhão de unidades e é o sexto maior fabricante de motocicletas do mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas estão aptas a conduzir motocicletas no país. Nos últimos dez anos, os estados de Alagoas, do Amazonas e da Bahia foram os que registraram maior aumento no número de pessoas habilitadas para conduzir motos, com crescimento de 86,3%, 79,7% e 62,6%, respectivamente. “O levantamento revela que esse avanço não se limita aos maiores centros urbanos nacionais: Alagoas, Amazonas, Bahia e Piauí lideram a lista, demonstrando que o uso da motocicleta tem se expandido por diversas regiões do país, especialmente fora dos principais polos econômicos”, destacou a Abraciclo, em nota.
A produção de motocicletas em julho chegou a 95.025 motocicletas, 9,9% a menos do que em junho (105.450 unidades) e 3% menor na comparação com o mesmo mês do ano passado (97.920 motocicletas). O recuo já era esperado, devido às férias coletivas nas fábricas neste período. No acumulado do ano, a indústria fabricou 663.888 unidades, alta de 35,4% em relação a 2020 (490.137).
Os dados foram divulgados hoje (11) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Os emplacamentos somaram 112.538 unidades em julho, o que corresponde a um aumento de 5,5% em relação ao mês anterior (106.680 motocicletas). Na comparação com julho do ano passado, houve alta de 32,2% (85.148 unidades). No acumulado do ano, foram licenciadas 629.692 motocicletas, volume 44,7% superior às 435.289 unidades emplacadas no mesmo período. “O uso da motocicleta cresceu muito durante a pandemia. Ainda existe desequilíbrio entre a oferta e a demanda, mas, aos poucos, estamos conseguindo atender aos consumidores”, afirmou o presidente da entidade, Marcos Fermanian. Os dados indicam ainda que as exportações tiveram alta de 36,7% ao embarcar 6.026 motocicletas em julho ante as 4.409 unidades de junho. Com relação a julho do ano passado, quando foram comercializadas no mercado exterior - 4.432 unidades - uma alta de 36%. De janeiro a julho, foram exportadas 32.286 motocicletas, um aumento de 115,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 14.990 unidades.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) prevê a produção de 1.175.000 motocicletas neste ano, o que representa aumento de 6,1% ante 2019, quando foram licenciadas 1.107.758 unidades. A Abraciclo, que representa 98% das fabricantes desse tipo de veículo, estima queda de 27,5% nas exportações, com as vendas passando de 38.614 para 28 mil unidades. O índice é melhor do que o registrado na comparação de 2018 com 2019, de - 45,3%. Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o que explica a diminuição nas exportações é o cenário "de deterioração" da economia de países que já se consolidaram como consumidores das motocicletas brasileiras, com destaque para a Argentina. Diante das circunstâncias que enfrenta atualmente, a Argentina registrou no fim do ano passado redução de 60% no volume de motocicletas importadas do Brasil. Já as remessas para os Estados Unidos, segundo maior mercado, tiveram expansão de 25,5%. O Brasil ocupa a oitava posição no ranking mundial de produtores.