Nesta terça-feira (20) foi celebrado o Dia Mundial do Queijo, um dos alimentos mais consumidos no mundo e que, na Bahia, vem ganhando cada vez mais destaque e conquistando prêmios nacionais e internacionais pela qualidade da produção. Inclusive, o estado é um dos mais antigos produtores do Brasil, através da tradição europeia trazida pelos colonizadores no século XVI.
A quantidade de leite produzido na Bahia, que em 2024 chegou a 1,3 bilhão de litros, além da diversidade do bioma, que inclui a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, contribuem para a quantidade e variedade de queijos no território baiano. São produzidos desde tipos tradicionais, como o requeijão, o coalho, o de cabra e a muçarela de búfala, até novidades que utilizam umbu, araçá e licuri.
Para o assessor técnico da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Paulo Emílio Torres, o cenário agroindustrial baiano reforça a relevância da cadeia do leite no contexto estadual. Com 185 unidades, as agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados constituem o segmento mais numeroso no Estado, superando expressivamente outros ramos agroindustriais, como o de beneficiamento de produtos de abelhas (65), de carne (49), de ovos (38) e de pescado (28).
"O dado evidencia não apenas a capilaridade da atividade leiteira, mas também o papel estratégico da agroindustrialização formal do leite e de seus derivados, especialmente do queijo, como instrumento de agregação de valor, geração de renda e fortalecimento das economias locais. É importante ressaltar que esses empreendimentos operam sob regime de inspeção sanitária, majoritariamente no âmbito do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), o que assegura o cumprimento das normas sanitárias, a qualidade dos produtos e a segurança alimentar", destaca Torres.


















