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Diretor geral da Adab explica ação que resultou no abate de 105 bovinos em Brumado

Diretor geral da Adab explica ação que resultou no abate de 105 bovinos em Brumado
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O diretor geral da Adab, Maurício Barcelar, em mensagem enviada ao produtores da Bahia, explicou sobre o ação de fiscalização que culminou no abate de bezerras no frigorífico de Brumado, segundo ele, um assunto polêmico, mas que ocorreu em defesa da pecuária baiana. “A pecuária baiana é um patrimônio não somente dos senhores fazendeiros, é um patrimônio de todos os baianos, gera milhares de empregos  e bilhões de reais na nossa economia, gera renda para muitas famílias de baianos. Este caso foi bastante estudado pela Adab. Um animal para ser abatido precisa transitar sem documento sanitário e também precisa ser pesquisada a sua origem. Caso a gente não consiga identificar a origem, aí sim os animais são abatidos, o que é o caso dos animais de Brumado. Quando nós conseguimos identificar a origem o motorista é multado, o proprietário da carga multado e os animais dão retorno a origem”, explicou o diretor, relatando em seguida o fato que desencadeou o abate dos animais em Brumado. “Neste caso, na terça-feira, um fazendeiro da cidade de Castro Alves se dirigiu ao nosso escritório em Santo Antônio de Jesus e emitiu uma GTA de sua propriedade com 105 bezerras sendo transferidas para uma propriedade em Jaborandi. No outro dia, este mesmo fazendeiro foi  com uma autorização falsa ao nosso escritório e emitiu uma guia de gado, da fazenda em Jaborandi para a fazenda dele, simulando uma compra. Apreendido este gado pela nossa fiscalização , nossos ficais estiveram na fazenda de Jaborandi, onde o proprietário desta fazenda  informou que  o gado não havia saído de sua propriedade e que também não havia autorizado a ninguém emitir guia em seu nome, bem como não havia adquirido  nenhum gado no município de Castro Alves. O proprietário  que foi ao escritório por sua vez, não soube dizer de onde o gado teria saído e insistia ter sido da fazenda de Jaborandi.  Por isso, o gado foi abatido por uma questão sanitária, e é preciso observar que este transitava sem nenhuma nota fiscal, como se tivesse transitando de uma propriedade para outra aqui na Bahia. Se o gado não saiu da fazenda de Jaborandi, saiu de onde? Outra questão: este gado foi roubado? De onde veio este gado? Nós da Adab estamos atentos para fazer a defesa agropecuária deste estado”, pontuou Maurício Barcelar.


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