O diretor geral da Adab, Maurício Barcelar, em mensagem enviada ao produtores da Bahia, explicou sobre o ação de fiscalização que culminou no abate de bezerras no frigorífico de Brumado, segundo ele, um assunto polêmico, mas que ocorreu em defesa da pecuária baiana. “A pecuária baiana é um patrimônio não somente dos senhores fazendeiros, é um patrimônio de todos os baianos, gera milhares de empregos e bilhões de reais na nossa economia, gera renda para muitas famílias de baianos. Este caso foi bastante estudado pela Adab. Um animal para ser abatido precisa transitar sem documento sanitário e também precisa ser pesquisada a sua origem. Caso a gente não consiga identificar a origem, aí sim os animais são abatidos, o que é o caso dos animais de Brumado. Quando nós conseguimos identificar a origem o motorista é multado, o proprietário da carga multado e os animais dão retorno a origem”, explicou o diretor, relatando em seguida o fato que desencadeou o abate dos animais em Brumado. “Neste caso, na terça-feira, um fazendeiro da cidade de Castro Alves se dirigiu ao nosso escritório em Santo Antônio de Jesus e emitiu uma GTA de sua propriedade com 105 bezerras sendo transferidas para uma propriedade em Jaborandi. No outro dia, este mesmo fazendeiro foi com uma autorização falsa ao nosso escritório e emitiu uma guia de gado, da fazenda em Jaborandi para a fazenda dele, simulando uma compra. Apreendido este gado pela nossa fiscalização , nossos ficais estiveram na fazenda de Jaborandi, onde o proprietário desta fazenda informou que o gado não havia saído de sua propriedade e que também não havia autorizado a ninguém emitir guia em seu nome, bem como não havia adquirido nenhum gado no município de Castro Alves. O proprietário que foi ao escritório por sua vez, não soube dizer de onde o gado teria saído e insistia ter sido da fazenda de Jaborandi. Por isso, o gado foi abatido por uma questão sanitária, e é preciso observar que este transitava sem nenhuma nota fiscal, como se tivesse transitando de uma propriedade para outra aqui na Bahia. Se o gado não saiu da fazenda de Jaborandi, saiu de onde? Outra questão: este gado foi roubado? De onde veio este gado? Nós da Adab estamos atentos para fazer a defesa agropecuária deste estado”, pontuou Maurício Barcelar.