Amarelou de vez o alerta de crise no Partido Verde (PV) da Bahia. Entre a cúpula da legenda no estado, o clima é de racha e ameaças de intervenção por parte do comando nacional, depois que a maioria da Executiva do PV escolheu apoiar, ainda informalmente, a candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB) ao governo. A movimentação, no entanto, desagradou à direção da sigla em Brasília, interessada em ampliar as alianças regionais com o DEM. As negociações incluem o embarque dos verdes na chapa do ex-governador democrata Paulo Souto na disputa pelo Palácio de Ondina. Em reservado, fontes do diretório estadual do PV admitem que a divisão interna na Bahia irritou os principais líderes do partido, que mandaram o recado: ou deixam o flerte com os socialistas ou perderão o controle da sigla.
Procurado pela Satélite, o presidente estadual do PV e prefeito de Licínio de Almeida, Alan Lacerda, admitiu a queda de braço interna em torno das eleições deste ano. Contudo, rechaçou a hipótese de intervenção do Diretório Nacional do partido. “Não houve nenhuma decisão tomada. O que existe, de fato, é uma divisão. Parte acha que o PV teria mais protagonismo numa aliança com o PSB. Outra parte avalia que o melhor seria ampliar para o estado a mesma aliança positiva que já mantemos com o DEM na prefeitura de Salvador”, disse Lacerda. Informações Coluna Satélite.



















