Iniciativa de jovens cientistas de Ipiaú une cacau, melão-de-são-caetano e sementes de abóbora
O Brasil é o quinto maior mercado de chocolates do mundo. Os dados da consultoria Euromonitor reforçam a tese de que o brasileiro é apaixonado pelo doce que tem no cacau (Theobroma cacao) seu principal ingrediente. Em contrapartida, há uma parcela da população que precisa evitar o consumo de doces por conta de comorbidades, como é o caso dos portadores da diabetes tipo 2.
Pensando uma forma segura e saudável de permitir o consumo de chocolate por pessoas com diabetes, os estudantes Adígena Brandão, Elias Dantas e Lívia Bispo, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas, localizado no município de Ipiaú, desenvolveram o ChocoMed, que une ingredientes com baixo valor glicêmico.
A proposta, orientada pelo professor Lucas Santos, que é pós-doutor em Educação Científica, surge a partir da integração entre conhecimentos da ciência de alimentos, biotecnologia e saúde, buscando desenvolver um produto alimentício que alie sabor, valor nutricional e benefícios funcionais à saúde humana.
O professor explica que o produto se baseia na utilização de chocolate com alto teor de cacau, aproximadamente 70%, associado a ingredientes naturais com propriedades bioativas, como o melão-de-São-Caetano (Momordica charantia) e sementes de abóbora (curcubita).
“Esses componentes apresentam compostos bioativos que, segundo estudos científicos, podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, além de fornecer nutrientes importantes ao organismo”, afirma.


















