Indagado sobre a importância da PEC da Segurança Pública, aprovada pela Câmara dos Deputados no início de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (4/2) à TV Record Bahia, em Salvador, que a Proposta de Emenda à Constituição permitirá que o Governo do Brasil possa definir uma nova estratégia de segurança pública no país, ampliando a eficiência no combate ao crime organizado.
“Tal como está a Constituição hoje, o papel do Governo Federal na segurança pública é apenas o de repassar um pouco o dinheiro, o que é muito pouco diante da necessidade do Estado. Com a PEC aprovada, a gente vai estabelecer qual é o papel da União na segurança pública, qual é o papel da Polícia Federal, qual é o papel da Polícia Rodoviária Federal. E, sobretudo, vai definir a criação de uma Guarda Nacional muito eficaz para fazer intervenções, quando necessário. A gente não pode esperar. Nós aprovamos agora a Lei Antifacção. Nós estamos em uma guerra contra o crime organizado”, afirmou Lula.
O que nós queremos, na verdade, é chegar no andar de cima da corrupção. É chegar nos magnatas da corrupção, que não moram na favela, que moram nos prédios mais chiques da cidade de Salvador, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Pernambuco, do Ceará, ou seja, eles moram bem. O que nós queremos é chegar nessa gente”, disse o presidente.
Para Lula, a aprovação da PEC da Segurança Pública permitirá ao Poder Executivo uma ação integrada que resulte em um combate efetivo ao crime organizado. “Na hora em que o Congresso Nacional aprovar a PEC, nós vamos montar, com muita rapidez, um grande Ministério da Segurança Pública para que a gente possa fazer intervenção no crime organizado sem precisar pedir licença para ninguém”.


















