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Projeto de Lei na Câmara dos Deputados proíbe Linguagem Neutra em comunicações de Órgãos Públicos

Projeto de Lei na Câmara dos Deputados proíbe Linguagem Neutra em comunicações de Órgãos Públicos
Foto - Divulgação / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira, 5, um projeto de lei que estabelece uma política nacional de linguagem simples em órgãos públicos. Contudo, uma emenda polêmica foi acrescentada, proibindo o uso de linguagem neutra, como o emprego de "todes" para flexionar gênero e número em comunicações oficiais. A proposta, que agora seguirá para análise no Senado, levanta debates sobre inclusão e adaptação da língua portuguesa. O projeto original, de 2019, apresentado por Erika Kokay (PT-DF), não abordava a questão da linguagem neutra na administração pública. O relator Pedro Campos (PSB-PE) propôs um substitutivo, e após sua aprovação, a emenda de Junio Amaral (PL-MG) foi adicionada ao texto, estabelecendo a proibição do uso de novas formas de flexão de gênero, como "todes". A linguagem neutra, também conhecida como linguagem não-binária, busca adaptar a Língua Portuguesa para incluir expressões que não destaquem gênero, proporcionando uma representação mais inclusiva. Termos tradicionalmente marcados como masculinos ou femininos são substituídos por formas como "x" e "e", resultando em palavras como "amigue" em vez de "amigo" e "namorade" em vez de "namorado", entre outras variações. O termo "elu" é usado para se referir a qualquer pessoa, independentemente do gênero.


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