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Brumado: delegado fala sobre a violência contra a mulher e o crescente número destes casos na cidade

Brumado: delegado fala sobre a violência contra a mulher e o crescente número destes casos na cidade
Foto - Janine Andrade / Agora Sudoeste

O delegado Cláudio Marques, lotado na 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), atua em Brumado desde 2012 e foi homenageado na Câmara de Vereadores do município com o Título de Cidadão Brumadense. Em seu discurso nesta ocasião, Marques falou sobre o combate a violência contra a mulher, as  campanhas de conscientização  que promoveu sobre os direitos das mulheres e a necessidade de políticas públicas para que estes casos sejam reduzidos no município. Em entrevista ao Agora Sudoeste, o delegado falou sobre o assunto, enfatizando  a necessidade de criação de uma rede de apoio as mulheres. “Quando cheguei em Brumado em 2012, percebi que as mulheres  vítimas de violência, em suas mais variadas formas,  não tinham o devido atendimento e o cuidado do Poder Público.  Ai resolvi por conta própria a defender os direitos humanos das mulheres.  Na qualidade de autoridade policial me comprometi a defender a Constituição Federal e os Direitos Humanos”, disse o delegado.  Ele ressaltou ainda que “é  importante dizer que a violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos e foram feitas através da imprensa várias campanhas de conscientização. De lá para cá, houve muitos avanços, mas ainda precisamos de muito mais. As mulheres de Brumado e região precisam se conscientizar de seus direitos e cobrar do Poder Público a implantação de uma rede de apoio que funcione de forma efetiva. Precisamos também conscientizar os homens que não se pode mais tolerar a violação dos direitos humanos das mulheres”, asseverou. Sobre sua atuação em Brumado e o título recebido pelos serviços prestados, Marques citou que “acho que dei a minha contribuição para Brumado e região quando fui pioneiro em campanhas de conscientização dos direitos das mulheres e quando promovi o indiciamento de quase três centenas de agressores. Acredito que o Título de Cidadão Brumadense  não foi só pela defesa das mulheres, mas sim, pela defesa do que é certo, do que é justo e todos tem direito a um julgamento justo, com ampla defesa e a garantia dos direitos humanos”, disse em entrevista ao Agora Sudoeste


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