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Estudante Thaís Virgínia, diagnosticada com disfonia espasmódica, luta para arrecadar dinheiro para cirurgia

Estudante Thaís Virgínia, diagnosticada com disfonia espasmódica, luta para arrecadar dinheiro para cirurgia
Foto: Marina Silva | CORREIO

Em 2015, a estudante Thaís Virgínia da Costa foi diagnosticada com disfonia espasmódica – doença que provoca um distúrbio na voz, dificultando a projeção da fala, e caracterizada por contrações involuntárias nos músculos da laringe. Passados três anos, hoje aos 24 anos, com mais de 80% da capacidade vocal comprometida pela disfonia, Thaís não consegue se comunicar com a fala. Não emite palavras ou frases. A doença afetou tanto a sua rotina que ela não vai mais para a faculdade de Recursos Humanos. Também deixou para trás relacionamentos amorosos e de amizade, além do emprego de vendedora na loja da tia. Só costuma sair de casa, no bairro de Cajazeiras, em Salvador, para o tratamento no Hospital das Clínicas, no Canela. Qualquer contato com o mundo externo exige de Thaís esforço e a expõe a constrangimentos. Em entrevista ao Correio da Bahia, a jovem explicou que as pessoas com quem ela tem contato questionam, perguntam e querem uma resposta para saber o que aconteceu. “Eu quero falar. Não quero que as pessoas me perguntem ou fiquem questionando o que aconteceu com minha voz. Quero ser ouvida. Me dói ver que eu não consigo mais ter a minha vida. Eu não tive como ficar no meu emprego, porque trabalhava diretamente com vendas. Na faculdade, eu ganhei uma bolsa, mas não suportei ficar. Quanto mais os semestres iam passando, eu via que não tinha como apresentar os trabalhos e nem me comunicar com os colegas”, argumenta a estudante em entrevista ao Correio pelo WhatsApp, que disse ainda que se comunica com o mundo através das redes sociais. Ela precisa passar por uma cirurgia de Neuromiectomia, um método que retira e reconstrói parte do músculo das cordas vocais, no qual a jovem deposita a esperança de voltar a falar. Para isso, está fazendo uma vaquinha virtual, até o dia 16 de junho, para reunir a quantia de R$ 40 mil e realizar a cirurgia.  O procedimento é realizado no Hospital Albert Einstein em São Paulo. “Com a cirurgia, vou ter como voltar a falar depois de pouco tempo. Conheço algumas pessoas que já fizeram, mas não tenho como pagar pra ir fazer, porque não tenho nem como pagar uma consulta com os especialistas que são caríssimos. Eu não tenho dinheiro. Minha vida parou junto com a minha voz. Por isso, decidi fazer a vaquinha e pedi ajuda das pessoas pela internet”, explica a jovem por mensagem de texto.


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