m desdobramento da Operação Cartão Vermelho, na manhã desta segunda-feira (26), a Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão, a fim de apurar irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador. A obra, segundo laudo pericial, foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, sendo grande parte desviado para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais. Dentre as irregularidades que foram apontadas no inquérito policial, estão fraude na licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com informações do G1, policiais estiveram no apartamento ex-governador da Bahia e ex-secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador. O imóvel fica localizado no 13º andar da Mansão Victory Tower, área nobre da capital baiana. Conforme apurado durante as investigações, a licitação que culminou com a Parceria Público- Privada (PPP) foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), formada pelas empresas Odebrecht e OAS. Procurado pelo G1, o consórcio informou que está colaborando com as autoridades e ficou de enviar um comunicado por e-mail. O advogado de Wagner, Pablo Domingues, esteve no prédio e disse à reportagem da TV Bahia que ainda está apurando a situação e que foi pego de forma abrupta com a operação.













