Onze representantes políticos da Bahia estão na lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o qual determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, a exemplo dos presidentes das duas Casas. Na lista aparecem os deputados federais João Carlos Bacelar (PR), José Carlos Aleluia (DEM), Daniel Almeida (PCdoB), Mário Negromonte Jr. (PP), Nelson Pellegrino (PT), Jutahy Júnior (PSDB), Arthur Maia (PPS), Cacá Leão (PP), Lúcio Vieira Lima (PMDB), Antônio Brito (PSD) e a senadora Lídice da Mata (PSB), o vereador Edvaldo Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010 e supostamente beneficiado no esquema de doações ilegais da empreiteira. Os citados fazem parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. Defesa de alguns citados:
DANIEL ALMEIDA
“Sobre as notícias citando o meu nome em possível investigação no STF, não tenho nada a temer. Os baianos e os brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública. Se algum inquérito for aberto, tenho total convicção que o destino será o arquivamento”.
LÍDICE DA MATA:
“Acho muito importante essa autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para a devida abertura dos inquéritos. Espero que agora haja a quebra do sigilo de todo o processo, como já havia solicitado. Tenho a consciência tranquila e a confiança de que tudo será esclarecido. A seriedade da minha vida pública fala por mim. Espero que as investigações avancem com transparência e agilidade. Que as responsabilidades sejam devidamente apuradas para que separemos o joio do trigo”.
JOSÉ CARLOS ALELUIA:
“O ministro Fachin autorizou investigar a todos, sem distinção, e fez bem. Todo homem público tem que estar pronto para ser investigado. Estou tranquilo e convicto de que esse procedimento deverá ser arquivado. Todas as doações de campanha que recebi foram legais e estão declaradas.”
LÚCIO VEIRA LIMA:
“Vou continuar minha atuação, meu trabalho para a Bahia. Ainda não tivemos acesso aos autos e tudo está no âmbito do Judiciário”.
CACÁ LEÃO:
“Estou tranquilo. Não tenho nenhuma relação com ninguém da Odebrecht. Recebi o dinheiro para campanha e declarei tudo à Justiça Eleitoral. Jamais fui procurado antes ou depois da eleição por eles para prestar qualquer serviço”.
JUTAHY JR.:
“Tenho absoluta convicção de que esse procedimento será arquivado porque simplesmente não tenho nada a ver com a Lava Jato.”
NELSON PELEGRINO:
"Estou tranquilo. Meu advogado vai requerer o conteúdo ao STF e, após o conhecimento dos termos, me manifestarei".













