O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pode se torna réu em uma ação penal pela primeira vez. Tramita um inquérito - cujo relator é o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) - que acusa Renan de supostamente ter pago pensão a uma filha com recursos desviados. O ministro votou pelo recebimento parcial da denúncia e se a maioria dos ministros do Supremo seguir o voto do relator, na tarde desta quinta-feira (01), Renan poderá vir a ser julgado. Renan é acusado de peculato (desvio de recursos), falsidade ideológica e uso de documento falso. De acordo com a Procuradoria, representada no julgamento pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, Renan apresentou, em uma investigação no Senado, documentos falsos para justificar pagamentos de pensão que fez à jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Os pagamentos investigados são de janeiro de 2004 a dezembro de 2006. O presidente do Senado sustentou que os recursos eram provenientes de venda de gado e de um empréstimo. A investigação do caso começou em 2007 – ocasião em que o peemedebista renunciou à presidência do Senado. A denúncia foi oferecida ao STF pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em 2013.


















