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Campanha de Wagner na Bahia recebeu recursos da Petrobras, diz Cerveró em delação

Campanha de Wagner na Bahia recebeu recursos da Petrobras, diz Cerveró em delação
Foto: Wilker Porto | Brumado Agora

Em termo de colaboração 31, fechado com a Procuradoria Geral da República e tornado público na quinta-feira (2), o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró afirmou em delação premiada que a campanha de governador da Bahia, em 2006, do ex-ministro Jaques Wagner (PT) recebeu recursos da comercialização de petróleos e derivados no mercado internacional por intermédio do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. "Em 2006 Jacques Wagner era o azarão, o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para o governo da Bahia. O apoio financeiro dado por Gabrielli foi o que permitiu Jacques Wagner vencer a eleição, contra os prognósticos iniciais", afirmou Cerveró.  Segundo informações publicadas pelo Estadão Conteúdo, Cerveró afirmou ainda que Wagner "teve participação decisiva na indicação de Gabrielli para a presidência da Petrobras". "Ambos integravam a chamada 'República dos Caranguejos, ao lado de Marcelo Déda (governador de Sergipe, morto em 2013) e Humberto Costa (senador de Pernambuco)", disse. Todos os citados são membros do PT. Cerveró afirma que o termo veio da disputa pela presidência da Petrobras, em 2005, com a saída de Eduardo Dutra. "Houve uma disputa grande para o cargo. O nome de Gabrielli foi apoiado pela 'República dos Caranguejos", contou o delator. Durante o depoimento, Cerveró não apresenta provas desses supostos repasses feitos para a campanha de Jaques Wagner, por ação de Gabrielli - que também é da Bahia. Mas deu pistas sobre o suposto caminho do dinheiro. "Esse apoio financeiro se deu por recursos obtidos através do trading internacional da Petrobras, que era controlado pela área de Abastecimento", afirmou, apontando para a diretoria então sob presidência do engenheiro Paulo Roberto Costa. "Esse trading é o que opera a comercialização de petróleo e derivados no mercado internacional. O grupo que controlava o trading internacional era ligado a Rogério Manso, então assessor de Sérgio Gabrielli.". De acordo com o Estadão Conteúdo, o ex-ministro Jaques Wagner não foi localizado para comentar o caso. José Sérgio Gabrielli, defendeu-se em nota: "O delator Nestor Cerveró faz um conjunto de aleivosias e insinuações, sem nenhum fato concreto que indique qualquer comportamento ilegal e inadequado de minha parte", disse.


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