A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro, em trabalho conjunto com investigadores da Polícia Civil (20ª Coorpin/Brumado) cumpriram, na manhã desta quarta-feira (16), mandados de busca e prisão temporária em desfavor de Tiago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, acusado de ser integrante de uma organização criminosa, a qual praticou, pela Internet, crimes de injúria racial e racismo contra as atrizes e apresentadoras Tais Araújo, Maria Júlia Coutinho (Maju), Sharon Menezes, Chris Vianna, Xuxa Meneghel e Angélica. Em entrevista coletiva, o Delegado Coordenador Leonardo Rabelo explicou que a operação aconteceu simultaneamente em 6 estados, após dias de investigação.
Segundo ele, são vários grupos virtuais atuando neste tipo de ação, incitando crimes desta ordem e disputando popularidade, atingindo o maior número de pessoas possíveis, principalmente celebridades, para que os grupos ganhem fama na internet. Inicialmente, de acordo com o delegado, o acusado ficará custodiado por 5 dias – que pode ser prorrogado por mais cinco - e, caso seja determinado pela justiça, pode ser encaminhado ao Rio de Janeiro, onde foram iniciadas as investigações. No ato da prisão, foram apreendidos em poder do acusado uma CPU, um notebook e um smartphone. Todos os objetos serão encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica do Rio de Janeiro, onde serão periciados.
Questionado sobre o rigor das investigações, levando em consideração o fato das vítimas serem “famosas”, Rabelo declarou que a Polícia Civil não faz diferenciação quanto aos casos, apenas estes tomaram notoriedade da mídia por se tratarem de celebridades, porém, muitos outros já foram investigados. “Todos sabem dos esforços e carências da Polícia Civil, nem sempre conseguimos elucidar todos os fatos criminosos que acontecem, mas não fazemos este tipo de diferenciação, em ser famoso não, aqui na Bahia, como acredito que não haja este tipo de situação no Rio de Janeiro. No Rio existe uma delegacia especializada para tratar de crimes eletrônicos – o que torna a investigação mais precisa - e muitas operações já foram realizadas neste sentido. Neste caso, envolvendo celebridades, é comum a mídia reproduzir, mas muitos outros acontecem diariamente e não vão para a mídia”, explicou.



















