Trinta e cinco funcionários de empresa terceirizada que presta serviço de segurança para a Prefeitura Municipal de Brumado, em 25 setores do município, incluindo postos de saúde e escolas, se deslocaram para o paço municipal, onde tentaram uma reunião com o Prefeito Aguiberto Lima Dias, a fim de obter informações sobre o atraso dos salários que já duram mais de um mês. Segundo os trabalhadores, a empresa alega que a Prefeitura não efetuou o pagamento pelos serviços prestados, em contrapartida, a administração municipal informa que este foi realizado. “Hoje fomos assinar aviso, disseram que faríamos uns exames, não enviaram as ordens dos exames, não nos pagaram. Somos pais de família e estamos sem condições de mantermos nossas casas, pagar as nossas contas, já conta um mês de atraso, mas já passamos por momentos piores com dois meses e 12 dias de atraso de pagamento. Sabemos que somos terceirizados, mas prestamos serviço para a Prefeitura e hoje tentamos contato com o prefeito. Sabemos através do guarda, que recebeu o comunicado da secretária, que ele não iria nos atender. A empresa diz que a Prefeitura não repassou os valores, a Prefeitura diz que pagou e nós queremos saber o que de fato está acontecendo. Temos que ter os nossos direitos respeitados”, disse um representante da categoria ao Brumado Agora. No entanto, o secretário de finanças João Ribeiro falou sobre o assunto e afirmou que há sim algumas pendências da prefeitura com a empresa. “Existem duas parcelas que ainda temos que pagar, mas não estamos deixando de pagar”, afirmou. Ele disse que a responsabilidade pelo atraso é apenas da empresa contratada. “Evidentemente, ocorre alguma inadimplência, o que é normal em qualquer prefeitura, agora por conta de quem? Da crise, de uma série de razões e queda de receita. A empresa tem que ter a condição de suportar o contrato, caso contrário teria que rescindir”, completou Ribeiro, adiantando que os débitos da prefeitura com a prestadora de serviços serão quitados ainda esta semana. Ao final, João Ribeiro culpou ainda o período pós-eleitoral e apontou o próximo ano como amargo para os gestores municipais. “Após as eleições sempre vem a crise. Acredito que 2015 será um ano amargo para as prefeituras”, concluiu ele.


















