Há quatro meses, uma região da comunidade Palmeiras, no município de Contendas do Sincorá, região da Chapada Diamantina, têm sido degradada pela exploração de pedras jaspe sem autorização de órgãos ambientais e sem licenças. Conforme denúncia de moradores, enviada ao Jornal da Chapada, a exploração ocorre também próximo a uma nascente de rio, adjacente a Cachoeira de Jambinha. De acordo com a reportagem, a área foi vendida por um atual vereador de Ibicoara a um grupo de chineses, que reside em Ituaçu – região na fronteira com povoado de Palmeiras – e tem como objetivo apenas a extração do mineral. Ainda segundo informações, a medida oferece risco ao manancial que abastece o povoado de Palmeiras, pois as atividades desencadeia desmatamento da mata ciliar – importante para a biodiversidade de uma nascente de rio e o assoreamento do afluente. “Eles fazem uso de retroescavadeira, explosivos, motosserras. E o secretário de Agricultura e Meio Ambiente do município, visitou a localidade e deu o prazo 15 dias para eles apresentarem os documentos que comprovem a atividade. No entanto, isso será improvável, pois eles agem de maneira fraudulenta”, ressaltou um denunciante ao Jornal da Chapada. “Apesar de ter vendido a propriedade aos chineses, o vereador de Ibicoara mantém um certo vínculo com eles. Ele esteve na propriedade um dia depois de nosso comparecimento nesta localidade para questionara as ações. O vereador veio até o povoado de Palmeiras, tentando descontextualizar as informações, para alguns moradores, dizendo que as fotos eram fake news, minimizando os danos ambientais praticados pelos chineses”, disse outro denunciante. O Jornal da Chapada manteve contato com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Adalberto Oliveira, para mais informações dos fatos. O secretário aponta que a prefeitura e a pasta têm tomado as medidas cabíveis ao que se restringem o Código Municipal Ambiental. “Foi realizada uma visita prévia ao local, e constatado de fato a exploração de jazida, aparentemente sem nenhuma autorização de algum órgão competente. Em seguida, fizemos a notificação para que a documentação fosse apresentada em um prazo de 15 dias. Junto a esse fato, foi também verificado um barramento feito com sacos de areia para desvio de parte da água de seu curso natural”, afirmou o secretário, o qual complementou: “Mas posso adiantar que mesmo que seja apresentada alguma documentação autorizando a exploração ela será reavaliada, porque o local é uma área de preservação permanente. Temos uma parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade [ICMBio] e assim que cumprindo o prazo da notificação estaremos encaminhado o processo para o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos [Inema] e Ministério Público [MP-BA]”.














