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Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula

Rombo do Banco Master será investigado até as últimas consequências, afirma Lula
Foto - Ricardo Stuckert / Secom-PR

O presidente Lula afirmou que o Brasil está diante de uma “chance real de pegar os magnatas da corrupção e da lavagem de dinheiro”, ao falar sobre o rombo do Banco Master. “É uma chance extraordinária. Não importa se envolve político, partido, governador, partido, bancos”, disse, em entrevista a Daniela Lima, na TV UOL. “Quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade e dar um rombo, talvez o maior rombo econômico da história desse país.”]


Lula defende que as instituições da República precisam estar mobilizadas para “mostrar ao povo quem são os magnatas, que muitas vezes que ficam pintando na imprensa e dando palpites nas coisas de governo” e que podem estar atrás do rombo que traz ameaças à economia brasileira.


Não sei se tem partido político envolvido, não sei que governador está envolvido, se tem deputado, senador, ou prefeito, se tem mais empresários. O dado concreto é que a ordem é a seguinte: vamos investigar às últimas consequências, para nunca mais isso se repita”, ressaltou Lula.


Questionado sobre ter recebido o banqueiro do Banco Master, André Vorcaro, em seu gabinete, Lula afirmou que já recebeu muitos banqueiros, por ser seu papel, e que isso não significa proximidade, ao contrário, conforme explicou.


“Já recebi, neste mandato, Itaú, Bradesco, Santander, BTG, e quando não tinha uma agenda marcada comigo. Quando o Guido (Mantega) veio com o André Vorcaro a Brasília, eu chamei o (Gabriel) Galipolo (presidente do Banco Central), acho que o Rui Costa, que é da Bahia, que conhecia ele. E ele (Vorcaro) então me contou da ‘perseguição’ que ele estaria sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele, que não sei das quantas”, relatou.


E prosseguiu afirmando que disse ao banqueiro que não haverá posição política pró ou contra o Banco Master, mas uma investigação técnica feita pelo Banco Central. "A política não entrará na investigação, o que vai entrar é a competência técnica do Banco Central para saber o que há de errado. Se você quebrou, se não quebrou, se tem dinheiro lavado ou não tem, e é isso que está sendo feito.”


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