A urgência pela retomada das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), considerada a maior obra de todos os tempos na Bahia, se tornou prioridade para lideranças políticas e autoridades baianas que criticaram, nessa sexta-feira, 26, as dificuldades do empreendimento e a necessidade de avanço, durante o seminário “Fiol: a Bahia quer, o Brasil precisa”, realizado no município de Barreiras, região Oeste. Dos dez lotes iniciados em 2010, apenas um estaria em andamento, o que motivou líderes, entre eles o governador Jaques Wagner, os senadores Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata, o deputado federal João Leão, coordenador do evento, e o novo ministro dos Transportes, César Borges (PR) – apontado como “peça-chave”, que pode influenciar na questão –, a buscarem um entendimento. O titular estimou que em dezembro de 2014, a obra seja concluída. O ministério deve investir R$ 1 bilhão em 2013 para retirar os gargalos. Em 2012 foram executados pouco mais de R$ 170 milhões. Uma comissão de parlamentares será criada para acompanhar a implantação da via férrea. Informações Tribuna.
A urgência pela retomada das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), considerada a maior obra de todos os tempos na Bahia, se tornou prioridade para lideranças políticas e autoridades baianas que criticaram, nessa sexta-feira (26/4), as dificuldades do empreendimento e a necessidade de avanço, durante o seminário “Fiol: a Bahia quer, o Brasil precisa”, realizado no município de Barreiras, região Oeste.
Dos dez lotes iniciados em 2010, apenas um estaria em andamento, o que motivou líderes, entre eles o governador Jaques Wagner, os senadores Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata, o deputado federal João Leão, coordenador do evento, e o novo ministro dos Transportes, César Borges (PR) – apontado como “peça-chave”, que pode influenciar na questão –, a buscarem um entendimento. O titular estimou que em dezembro de 2014, a obra seja concluída.
O ministério deve investir R$ 1 bilhão em 2013 para retirar os gargalos. Em 2012 foram executados pouco mais de R$ 170 milhões. Uma comissão de parlamentares será criada para acompanhar a implantação da via férrea.
Mas, depois dessa sexta-feira (26/4), conforme o parlamentar, a expectativa é positiva. “Agora o ministro César Borges declarou que vai andar. O governador Wagner também disse que tem todo o interesse, que essa é a vontade da presidente Dilma (Rousseff) e do ex-presidente Lula (PT) e que os técnicos têm que colocar para andar”, ressaltou Leão.
No encontro, os políticos teriam rechaçado as “burocracias e falta de vontade dos envolvidos”, porém, técnicos também teceram críticas ao projeto, o que justificaria os entraves. Participaram, além de integrantes do Ibama, técnicos também do Tribunal de Contas da União (TCU).
A expectativa é de que a ferrovia vai formar com o Porto Sul o maior corredor de exportações de toda a região Nordeste. “A ferrovia corta praticamente o território que está no semiárido baiano e que é rico principalmente em minérios como ferro, ouro, alumínio, cobre, urânio e muitos outros que só podem ser escoados no modal ferroviário”, disse.
Foram colocados como pontos de reivindicação a contratação imediata do consórcio que executará as obras do lote 1 (Ilhéus); liberação imediata das obras do Lote 5 (Guanambi) e 5A (ponte sobre o Rio São Francisco); concessão das Licenças Ambientais dos Lotes 6 (Correntina) e 7 (Barreiras); a elaboração de estudos de alteração do traçado da ferrovia, ligando Correntina à cidade de Campinorte, no entroncamento com a FICO; concessão da Licença de Exploração da Lavra das minas.