Agora Sudoeste

Governo define como bets devem pagar taxa de fiscalização

Governo define como bets devem pagar taxa de fiscalização
Foto - Freepik

O mercado de apostas online no Brasil passou por uma transformação significativa com a implementação da Lei nº 14.790/2023, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2025. Essa legislação estabeleceu um marco regulatório claro para as bets, visando promover um ambiente mais seguro e transparente para apostadores e operadores.

Seguindo a nova regulamentação, o governo definiu no início de fevereiro os procedimentos para o pagamento da taxa de fiscalização para empresas de aposta que operam no país. O valor mensal é calculado com base na receita obtida no período. Os valores variam de R$ 54.419,56 para receitas de até R$ 30 milhões, chegando a R$ 1.944.000,00 para receitas superiores a R$ 660 milhões.

O pagamento deve ser efetuado até o dia 10 do mês subsequente ao da distribuição de prêmios, por meio do sistema PagTesouro. Até 11 de fevereiro, 69 empresas haviam recebido autorização para operar no país, sendo que 35 dessas possuíam licenças definitivas. Cada uma dessas licenças custa R$ 30 milhões e tem validade de cinco anos. O governo arrecadou, até o momento, R$ 2,1 bilhões com as outorgas concedidas.

A transição para o novo modelo regulatório apresentou desafios, especialmente com as novidades entre as exigências legais para o cadastro em bets. Muitas plataformas enfrentaram dificuldades na adaptação aos procedimentos de verificação de identidade e geolocalização, por exemplo, causando problemas para apostadores que tentaram acessar os sites pela primeira vez após o dia 1º de janeiro.

A regulamentação também introduziu medidas para proteger os consumidores e promover o jogo responsável. Entre elas, destaca-se a proibição de promoções populares, como os bônus de boas-vindas, anteriormente utilizados para atrair novos usuários. Ao mesmo tempo, há um controle mais rigoroso sobre o tempo de jogo e a exigência de autodeclaração de renda pelos apostadores, visando prevenir fraudes e promover um ambiente mais seguro.

Além disso, plataformas que aceitam cartão de crédito passaram a ser ilegais, forçando os usuários a escolher novos meios de pagamento. Paralelamente, iniciativas para combater o vício em apostas ganharam destaque, com a destinação de recursos para programas de prevenção e conscientização, inspirados em modelos internacionais de sucesso.

Uma medida de destaque que o governo começa a viabilizar é a criação de um banco de dados nacional para identificar indivíduos proibidos de realizar apostas online. Esse cadastro, previsto para ser implementado no segundo semestre de 2025, incluirá menores de 18 anos, jogadores, técnicos, árbitros, membros de órgãos reguladores e pessoas com restrições judiciais.

O objetivo é centralizar essas informações e compartilhá-las com todas as bets, garantindo que indivíduos impedidos não consigam se cadastrar nas plataformas. Antes da implementação, o modelo será submetido a consulta pública entre abril e junho de 2025.

As bets agora buscam alternativas para fidelizar clientes, como a oferta de conteúdo exclusivo e diferentes parcerias. A KTO, por exemplo, disponibiliza diariamente palpites em seu blog oficial, fornecendo análises especializadas para auxiliar os apostadores em suas decisões.

Empresas do setor também têm investido em parcerias com influenciadores digitais, que compartilham suas experiências e estratégias de apostas, criando uma conexão mais autêntica com o público. Iniciativas que buscam não apenas enriquecer a experiência do usuário, mas também fortalecer a comunidade em torno das bets, posicionando-as como centros de entretenimento completos.


Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Saiba Mais