Na manhã desta quarta-feira (22),em entrevista concedida à Rádio Metrópole, o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado da Bahia, coronel Alfredo Castro declarou que "não foi o Estado que pediu a prisão de Prisco. Fizemos um acordo e este está mantido. Mas, não há concessão de que tem que retirar a apuração que está sendo feita em nível federal. Teve dados que a Justiça mesmo promoveu e queria saber do Estado como estava o movimento da greve. Veio tudo da Justiça Federal. E quem está apurando solicita informações. Por isso, não existe quebra de acordo e posso afirmar hoje que existem propostas e acordos entre o Governo e a categoria". Ele ainda observou que na pauta de propostas estaria a anistia - que é a liberação de qualquer PM envolvido com a greve, "mas o estado não poderia deixar de passar as informações e assim não o fez". Questionado sobre a postura do deputado estadual Capitão Tadeu (PSB), que se intitulou líder grevista após a prisão do edil, coronel Castro disse que "da mesma forma que ele pediu para a polícia se aquartelar, eu pedi para orientar. A prisão de Prisco não levou a nenhum desacordo e se criou um ruído. Por isso, na madrugada tivemos uma conversa com Eliana Calmon que teve uma postura apolítica e imparcial. Ela estava lá como cidadã baiana e foi um convencimento que ela fez a Tadeu explicando que não houve interferência do Estado na prisão de Prisco. Existe uma prisão preventiva por conta da possível mobilização que ele (Prisco) estava fazendo", explicou.