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RHI Magnesita defende renovação da FCA e reforça importância do Corredor Minas-Bahia para a competitividade industrial

RHI Magnesita defende renovação da FCA e reforça importância do Corredor Minas-Bahia para a competitividade industrial
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A RHI Magnesita, gigante global na produção de soluções refratárias, reforçou a importância da renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada atualmente pela VLI, especialmente no trecho que liga Minas Gerais à Bahia. A empresa, que está presente há 75 anos em Brumado, no sudoeste baiano, considera o corredor ferroviário um elo essencial para garantir a competitividade de sua produção e logística. Em entrevista ao Correio 24 Horas, Wagner Sampaio, presidente da RHI Magnesita para a América Latina, afirmou que a continuidade do trecho Minas-Bahia é vital. “Nós atuamos junto ao governo para defender que a ferrovia continue operando. Que se façam os investimentos necessários para torná-la mais eficiente, mas ela não pode deixar de operar”, declarou. “Esta é uma matéria-prima estratégica, precisamos continuar contando com a solução logística que envolve a ferrovia e o porto”, completou. A declaração ocorre em meio à indefinição sobre a renovação por mais 30 anos da concessão da FCA, cuja malha ferroviária tem papel crucial no escoamento da produção baiana até o Porto de Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, de onde os produtos são exportados. Recentemente, a RHI Magnesita investiu R$ 541 milhões na implantação de seu maior forno rotativo em Brumado. Com capacidade de produção de 500 mil toneladas de magnesita por ano, a planta baiana opera com tecnologia de ponta e serve como vitrine internacional, como foi evidenciado no evento Mag Fórum, realizado esta semana na Praia do Forte. Apesar do otimismo com os avanços tecnológicos, a empresa reconhece que a logística atual ainda representa um gargalo. Gustavo Franco, chief customer officer da RHI Magnesita, destacou os desafios enfrentados. “Precisamos pensar em termos de competitividade. Não adianta produzirmos a um custo alto porque o mercado é global”, explicou. Franco também alertou para a estagnação do crescimento do setor nos próximos anos — estimado em menos de 1% — o que reforça a necessidade de uma operação logística eficiente. “A tecnologia que operamos em Brumado é o estado da arte, trouxemos o mundo inteiro para ver o que estamos fazendo. Agora, aquele produto que sai do forno competitivo precisa chegar ao porto em condições de disputar o mercado. Sem um transporte competitivo, a viabilidade econômica evapora”, concluiu. A posição da RHI Magnesita evidencia o papel estratégico da infraestrutura ferroviária para a indústria nacional e lança um alerta sobre os impactos que a interrupção do trecho Minas-Bahia pode causar à cadeia produtiva e à economia regional.


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