Agora Sudoeste

Morre Wanda Chase, ícone do jornalismo baiano e voz ativa do movimento negro

Morre Wanda Chase, ícone do jornalismo baiano e voz ativa do movimento negro
Foto - Divulgação

Salvador perdeu na noite desta quarta-feira (2) uma de suas maiores referências no jornalismo e na luta pela representatividade negra. Wanda Chase, 62 anos, faleceu após complicações de um aneurisma dissecante da aorta, no Hospital Tereza de Lisieux, na capital baiana. Com 27 anos de TV Bahia e uma trajetória que marcou gerações, seu legado ecoa na cultura e na comunicação da Bahia. Nascida no Amazonas, Wanda Chase chegou à Bahia em 1991 e rapidamente se tornou uma das vozes mais respeitadas do estado. Passou por veículos como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Rede Globo Nordeste, mas foi na TV Bahia (afiliada da Globo) que consolidou sua carreira, tornando-se referência em coberturas sociais e culturais. Ativista incansável, Wanda trabalhou como assessora de imprensa do Olodum e usou seu espaço na mídia para amplificar pautas raciais e manifestações da cultura afro-baiana. Após a aposentadoria, seguiu influente como colunista do iBahia e participante de projetos em podcast, mantendo-se engajada até seus últimos dias. Segundo familiares, Wanda havia relatado problemas de saúde há cerca de um mês, inicialmente atribuídos a uma virose. Com o agravamento dos sintomas, descobriu uma infecção urinária e, posteriormente, intestinal. Na quarta-feira (2), foi diagnosticada com o aneurisma dissecante da aorta – condição grave em que há rompimento da camada interna da artéria. Submetida a uma cirurgia de emergência por volta das 17h, não resistiu. Sua morte foi comunicada à família cerca de seis horas depois, encerrando uma trajetória de mais de três décadas de prêmios e reconhecimento – foram 45 troféus em sua carreira, incluindo honrarias por sua luta antirracista e pela valorização da cultura negra.


Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Saiba Mais