Nesta quinta-feira (21), a Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, indiciando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo por crimes como abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O inquérito, que possui mais de 800 páginas, apura os esforços para manter Bolsonaro no poder mesmo após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abrange ações ocorridas entre 2022 e 2023, período em que iniciativas antidemocráticas ameaçaram a estabilidade do país. O relatório final será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), cabendo à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir pela apresentação de denúncia. Além de Bolsonaro, foram indiciados: Braga Netto, general da reserva do Exército, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e candidato a vice na chapa derrotada em 2022; Augusto Heleno, general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Alexandre Ramagem, policial federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL). Caso a denúncia seja aceita pelo STF, os indiciados se tornarão réus e poderão ser julgados. Penas previstas para os crimes - Golpe de Estado: 4 a 12 anos de prisão; Abolição violenta do Estado democrático de Direito: 4 a 8 anos de prisão; Integrar organização criminosa: 3 a 8 anos de prisão.