O projeto de equipar os policiais na Bahia com câmeras de segurança incorporadas em seus uniformes, conhecidas como "bodycams", sofreu um revés significativo com a desclassificação de duas empresas fornecedoras pela Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA). A notícia foi anunciada nesta terça-feira (12). A empresa inicialmente selecionada para fornecer as câmeras foi desclassificada, levando à análise dos equipamentos do segundo colocado. No entanto, essa segunda empresa também foi desclassificada por não atender às demandas estabelecidas no edital. O principal problema identificado foi a inconsistência nas imagens geradas pelas câmeras durante os testes realizados em agosto. Com essas desclassificações, a SSP-BA anunciou que o terceiro colocado no processo de licitação terá seus documentos analisados pela secretaria. Este atraso representa uma contrariedade para o plano de equipar os policiais com bodycams, que têm sido consideradas ferramentas valiosas para o monitoramento e documentação de atividades policiais. A SSP-BA informou que, após esta fase de análise documental, e caso não existam impedimentos, será agendada uma nova fase de testes das câmeras de segurança com o acompanhamento de várias instituições, incluindo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Auditoria Geral do Estado, a Defensoria Pública do Estado (DPE) e Organizações Não Governamentais (ONGs). Essas instituições desempenharão um papel crucial na avaliação de diversos aspectos das bodycams, como a qualidade das imagens e dos áudios captados, autonomia da bateria, resistência, transmissão e armazenamento de imagens.