Agora Sudoeste

Ex-diretor-geral da PRF é preso em operação que investiga interferência nas eleições de 2022

Ex-diretor-geral da PRF é preso em operação que investiga interferência nas eleições de 2022
Foto - Alan Santos / PR

Na manhã desta quarta-feira, Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso preventivamente em Florianópolis, em uma operação que investiga a possível interferência nas eleições de 2022. Os mandados de prisão foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A prisão de Vasques é decorrente de uma série de blitze realizadas pela PRF no dia do segundo turno das eleições, que ocorreu em 30 de outubro de 2022. Essas ações de fiscalização foram apontadas como tendo impactado a movimentação de eleitores, especialmente no Nordeste do país, região em que o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula, tinha vantagem nas pesquisas de intenção de voto sobre Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). O episódio ganhou contornos polêmicos quando veio à tona que, na véspera do segundo turno, o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, havia declarado publicamente seu voto em favor de Jair Bolsonaro. Essa situação gerou questionamentos sobre a imparcialidade das ações da PRF durante as eleições. A ação da Justiça teve desdobramentos mais recentes. No próprio domingo do segundo turno, o ministro Alexandre de Moraes emitiu uma ordem determinando a suspensão imediata das blitze promovidas pela PRF, sob pena de prisão de Silvinei Vasques. No entanto, essa determinação foi desrespeitada pela instituição policial, gerando ainda mais controvérsias e agravando o cenário político já inflamado.


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